Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Serra Catarinense pode fechar em minutos, diz piloto com 12 anos de experiência

Alexandre Oenning explica como nuvens, ventos e relevo dificultam voos entre o litoral e o planalto de Santa Catarina.

Serra Catarinense pode fechar em minutos, diz piloto com 12 anos de experiência

A mudança rápida do tempo na Serra Catarinense é um dos principais desafios para a navegação aérea e para operações de busca na região, segundo o piloto Alexandre Oenning. Com 12 anos de experiência em voos pelo trecho, ele afirmou que as condições podem se transformar em poucos minutos.

Uma travessia entre o litoral e cidades do planalto, como Lages, pode começar com céu aberto e terminar sob nuvens baixas. Mesmo quando a decolagem e o destino apresentam condição Cavok, sem nebulosidade, a aeronave pode encontrar nuvens ao cruzar a serra.

Oenning explicou que o ar quente do litoral entra em contato com o ar mais frio das áreas elevadas. A condensação ocorre rapidamente e favorece a formação de nuvens. “Muda muito rápido, muito repentinamente. Às vezes, em coisa de dez minutos, tu está com o tempo aberto e, em outros 10 minutos, fecha tudo”, afirmou.

A velocidade da alteração pode superar a capacidade de aplicativos e de estações meteorológicas pagas de registrar a mudança a tempo. Os ventos fortes também interferem no voo. Em Bom Jardim da Serra, um parque eólico com cerca de 70 torres indica a presença constante de ventos na área. De acordo com o piloto, correntes próximas ao costão podem afetar a estabilidade da aeronave.

Relevo e preparação

O relevo montanhoso exige mudanças de altitude durante o trajeto. Em voos baixos, como Oenning avaliou ter ocorrido com a aeronave que levava o cantor Rick, da dupla Rick e Renner, os riscos incluem linhas de transmissão de energia, topos de morro e a dificuldade para chegar a locais de pouso.

Muitas fazendas só podem ser acessadas a cavalo mesmo quando não chove, situação que piora depois de períodos chuvosos. O sinal de telefonia também é precário em vários pontos da serra. Em condições de boa visibilidade, porém, há extensas áreas de pasto usadas na criação de gado, que podem oferecer alternativas para pouso.

Antes de sobrevoar a região, o piloto recomenda consultar a meteorologia local em aplicativos específicos, verificar câmeras ao vivo e, quando possível, confirmar por telefone as condições no destino.

A área fica entre 1.000 e 1.500 metros acima do nível do mar, o equivalente a cerca de 4.400 a 4.500 pés. Oenning ressaltou que a aeronave envolvida no caso é bimotor e tem instrumentação avançada, característica que a diferencia de modelos mais simples e mais vulneráveis às condições da serra.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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