Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Operação mira responsáveis por prédio que desabou na Penha, em São Paulo

Polícia Civil apreendeu computadores, celulares e documentos e investiga a atuação de sócios, servidores e responsáveis técnicos pela obra.

Operação mira responsáveis por prédio que desabou na Penha, em São Paulo

A Polícia Civil apreendeu computadores, celulares e documentos em imóveis ligados a investigados pelo desabamento de um prédio em construção na Penha, na zona leste de São Paulo. A queda matou seis pessoas no último dia 12.

A Operação Ponto de Ruptura cumpriu mandados de busca e apreensão na zona leste da capital e em Guarujá, na Baixada Santista. Ao todo, a Justiça autorizou oito mandados. Para a polícia, o material recolhido pode esclarecer responsabilidades na construção, nas vistorias e na autorização do imóvel, que estava sob responsabilidade da New Home Construtora.

A corporação afirma que a empresa descumpriu um alvará da prefeitura que determinava a demolição do prédio para a construção de outra edificação no local. Os três principais alvos são sócios ligados ao empreendimento e tiveram a prisão temporária decretada. Ronaldo Vivacqua está preso. Segundo a investigação, ele atuaria como “sócio oculto” da construtora. Os outros dois, um casal em que o homem é filho de Vivacqua, continuam foragidos.

Adelmo Silva, advogado da New Home e dos investigados, diz que uma decisão judicial permitia a realização das obras. A delegada Deidiene Fialho Costa Éboli, titular do 24º DP (Ponte Rasa), afirmou que as apreensões serão analisadas para definir a responsabilidade de cada envolvido com base nas provas reunidas.

Outras frentes da investigação

A polícia diz que pediu as prisões porque os suspeitos não se apresentaram espontaneamente, não colaboraram com a apuração nem forneceram informações técnicas sobre a edificação. Também foram consideradas as possibilidades de fuga e destruição de provas.

Uma servidora da Subprefeitura da Penha é investigada por ter atestado a demolição de parte do edifício, embora o serviço não tivesse sido feito. Ela já prestou depoimento. A Controladoria Geral do Município de São Paulo informou ter embargado as obras em andamento na capital das empresas envolvidas no caso.

O 10º DP (Penha) abriu quatro inquéritos para apurar suspeitas de estelionato na venda de imóveis e terrenos pela construtora. Mais de dez pessoas relataram prejuízos. Os investigadores também analisam a participação do responsável técnico pela obra nas vendas, os valores dos empreendimentos e a atuação de Vivacqua nos negócios.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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