Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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PF aponta indícios de desvios em emenda de Flávio negociada com Robson Calixto

Mensagens mostram assessora do senador tratando de repasse de R$ 199 mil para projeto esportivo no Rio de Janeiro.

Assessora de Flávio Bolsonaro negociou emenda com miliciano condenado no caso Marielle
Foto: Reprodução

A Polícia Federal identificou indícios de desvios na destinação de R$ 199 mil em emendas parlamentares de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para um projeto de futebol no Rio de Janeiro. A liberação dos recursos foi tratada por uma assessora do senador com Robson Calixto, conhecido como “Peixe”, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento no assassinato de Marielle Franco.

O dinheiro foi enviado ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), cuja sede fica na Taquara, área de influência de Chiquinho Brazão e Domingos Brazão. Os dois foram condenados pelo STF como mandantes da morte da vereadora e por chefiar uma milícia na zona oeste do Rio de Janeiro.

As conversas entre Calixto e Maria de Fátima Bezerra Castro foram obtidas pela Polícia Federal em um celular apreendido em março de 2024, durante uma ação do caso Marielle. Em uma das mensagens, o miliciano pede ajuda ao senador para o projeto. A assessora solicita que ele encaminhe um e-mail ou ofício com o pedido, o que foi feito.

Cobranças e pedido de ingressos

Os diálogos seguiram até março de 2024. Calixto perguntou sobre novas liberações e pediu que Flávio não deixasse o Ifop de lado. Em 22 de março de 2024, escreveu que havia consultado as destinações parlamentares e não encontrado recursos do senador.

Em outubro de 2023, Maria de Fátima também convidou Calixto para uma cerimônia de entrega de coletes à Polícia Militar do Rio. A orientação era que ele levasse Chiquinho Brazão para cobrar Flávio pessoalmente sobre o repasse.

As mensagens registram ainda um pedido da assessora por quatro ingressos para o desfile das campeãs, em um camarote na Sapucaí. Os investigadores classificaram a solicitação como vantagem indevida.

A assessoria de Flávio afirmou que os repasses seguiram a legislação e os critérios técnicos do Ministério do Esporte. Disse também que o Ifop apresentou notas fiscais dos materiais comprados e devolveu os valores não utilizados. Para a defesa, a responsabilidade pela execução é da entidade beneficiária.

Robson Calixto foi condenado a 9 anos de reclusão por integrar a milícia. Chiquinho Brazão e Domingos Brazão receberam, cada um, pena de 76 anos e 3 meses de prisão. Os advogados de Calixto e Chiquinho não se manifestaram. A defesa de Domingos disse não cuidar do tema das emendas.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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