Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
A cultura que acontece
Brasil

PF relaciona mais de R$ 10 milhões a aliados de Bolsonaro em planilhas do jogo do bicho

Documentos da Operação Unha e Carne apontam repasses a políticos e partidos, segundo as investigações da Polícia Federal.

Planilhas da PF ligam cúpula do bicho a R$ 10 mi para bolsonaristas
Foto: Divulgação/Eliane Carvalho/Governo do Rio de Janeiro

Planilhas apreendidas com Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, relacionam mais de R$ 10 milhões a aliados do clã Bolsonaro, segundo as investigações da Polícia Federal. O material integra a Operação Unha e Carne, que apura a presença de organizações criminosas no poder público fluminense.

A corporação afirma que a contabilidade paralela registra mais de R$ 29 milhões destinados a pelo menos 61 políticos e partidos. Os investigadores apontam que os repasses faziam parte de uma estrutura ligada à cúpula do jogo do bicho e do contrabando de cigarros no Rio de Janeiro.

Valores atribuídos nas planilhas

O maior valor indicado é de R$ 5,43 milhões para Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O nome aparece associado ao codinome “Barba”. As anotações também registram R$ 3,63 milhões para Cláudio Castro (PL), ex-governador do estado.

Na lista, o deputado federal Hélio Lopes (PL) aparece relacionado a R$ 323,2 mil. Alexandre Ramagem (PL), ex-diretor da Abin, é associado a R$ 91,8 mil. Já o ex-secretário estadual Gutemberg Fonseca (PL) aparece com R$ 727,9 mil.

As apurações indicam que Adilsinho foi detido em investigações sobre o mercado ilegal de cigarros e apostas. Entre 2015 e 2024, as movimentações financeiras ligadas a esse mercado chegaram a R$ 5 bilhões. Relatórios do caso apontam que a distribuição de recursos buscava apoio e proteção política no estado.

Os documentos também registram a proximidade dos citados com grupos de apoio a Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro. Castro e Ramagem frequentaram eventos no Sambódromo do Rio de Janeiro, em um camarote administrado pelo sobrinho de Adilsinho, ao lado de operadores e investigados do setor de contravenção.

Defesas

Cláudio Castro nega, por meio da defesa, que tenha recebido qualquer pagamento direto ou indireto e afirma que as despesas de campanha foram registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. Rodrigo Bacellar nega os repasses e diz que jamais foi chamado de “Barba”.

Hélio Lopes afirmou que não reconhece os valores nem a anotação atribuída a seu nome e ressaltou a aprovação de suas contas eleitorais. Gutemberg Fonseca declarou: “Não conheço e nunca estive com Adilsinho.” A defesa de Alexandre Ramagem não foi localizada.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5