A adoção da tarifa zero no transporte coletivo de Senador Canedo deve representar um custo mensal de cerca de R$ 1,5 milhão para o município. O valor é inferior aos R$ 3 milhões desembolsados atualmente para subsidiar o sistema, de acordo com a estimativa apresentada pelo prefeito Fernando Pellozo (UB).
A gratuidade ainda não tem dia definido para começar, mas janeiro é considerado um prazo viável pela administração municipal. O projeto já conta com garantias financeiras, e a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) desenvolveu o modelo para viabilizar a medida.
Como funcionará
O benefício será integral apenas nos deslocamentos realizados dentro de Senador Canedo. Quem sair do município em direção a Goiânia continuará pagando R$ 2,15. Hoje, a passagem dentro da cidade custa esse valor por causa dos subsídios estadual e municipal. Em outras cidades do consórcio, a tarifa permanece em R$ 4,30.
A estrutura foi criada pela CMTC para permitir que Senador Canedo adote a gratuidade mesmo integrando um consórcio no qual outros municípios mantêm cobrança. Segundo Pellozo, a prefeitura assumirá o custo do transporte municipal e pagará a passagem dos moradores.
“Minha expectativa é colocar tarifa zero em Senador Canedo a partir de janeiro”, afirmou o prefeito em entrevista à Rádio Bandeirantes Goiânia nesta quarta-feira (16). Ele disse que as etapas do projeto estão adiantadas e que a implementação depende da conclusão do processo.
Pellozo classificou a mudança como um investimento que pode melhorar a qualidade de vida, o trânsito e movimentar o comércio local. Também citou a previsão de ônibus novos, com ar-condicionado e veículos elétricos, além do uso do transporte coletivo por pessoas que hoje recorrem a carro, moto e Uber.







