Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Viagem de Flávio Bolsonaro a safári é usada contra Moro no Paraná

Reportagem relaciona senador a pessoas investigadas por fraudes no INSS; adversários de Moro retomaram alerta feito em 2019.

Revista piauí diz que Flávio Bolsonaro viajou para safári com envolvido em fraude no INSS; assunto respinga na campanha do Paraná

A viagem de Flávio Bolsonaro à África do Sul, em 2025, passou a ser explorada na campanha eleitoral do Paraná. O candidato do PL à Presidência participou de um safári com pessoas que depois foram investigadas por suspeitas de fraude em descontos de aposentados e pensionistas do INSS, conforme reportagem publicada no sábado pela revista piauí.

Adversários de Sergio Moro, candidato ao governo do estado, usaram o episódio para recuperar um alerta recebido pelo então ministro da Justiça em 2019. Em julho daquele ano, o Procon-SP encaminhou ao Ministério da Justiça reclamações sobre descontos não autorizados em benefícios de aposentados. Uma reunião sobre o tema teve a participação de Moro, do secretário Nacional do Consumidor e do presidente do INSS, segundo documento do próprio Procon.

Na ocasião, o órgão informou ter registrado mais de 16 mil atendimentos ligados a descontos indevidos desde 2017. Mensagens que circularam em grupos de WhatsApp no sábado (19) afirmam que Moro foi avisado quando as denúncias começavam a se acumular. Os descontos, porém, continuaram nos anos seguintes, até o esquema ser revelado pela Operação Sem Desconto.

Pessoas citadas na viagem

A viagem de Flávio foi associada a um grupo de WhatsApp chamado “África do Sul”, identificado pela Polícia Federal a partir do celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA), apreendido durante a Operação Sem Desconto. Também estavam no grupo o próprio Flávio e o advogado Willer Tomaz. Os dois aparecem nas investigações sobre os descontos no INSS, e Tomaz foi alvo de busca e apreensão.

O empresário Carlos Alberto de Sá, sócio da VTCLog, também participou da viagem. Em 2021, a CPI da Covid pediu que ele fosse indiciado por suspeitas relacionadas a contratos da empresa com o Ministério da Saúde. Entre os pontos mencionados estavam saques de R$4,7 milhões em dinheiro vivo e o pagamento de despesas pessoais de um diretor da pasta.

A reportagem também mencionou outras conexões. A Bravo Grafeno, empresa da qual Flávio é sócio, está registrada no mesmo endereço de empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado nas investigações como operador do esquema. Uma representação enviada à Procuradoria-Geral da República pede que essa relação seja apurada.

Willer Tomaz ainda aparece em outro vínculo: segundo publicação anterior da piauí, Flávio usou, durante a campanha eleitoral, um apartamento pertencente a uma empresa do advogado.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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