Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Vorcaro tratava como prioridade pagamentos ligados a filme de Bolsonaro e a Moraes

Mensagens e comprovantes analisados pela Polícia Federal indicam atenção especial a dois negócios de cerca de R$ 130 milhões cada.

Vorcaro priorizou negócios com filme de Bolsonaro e esposa de Moraes
Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, tratava como prioridades dois negócios que somariam cerca de R$ 130 milhões cada: o patrocínio do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, e o contrato com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

As informações aparecem em diálogos e comprovantes de pagamento obtidos pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. Vorcaro foi preso por suspeita de fraudes contra o sistema financeiro nacional. Os documentos também foram usados pela Procuradoria-Geral da República para pedir a abertura de inquérito contra o banqueiro, seu grupo, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. O ministro André Mendonça autorizou a investigação em julho passado.

Pagamentos para o filme

Em 28 de janeiro de 2025, Vorcaro cobrou do cunhado, Fabiano Zettel, uma parcela do patrocínio ao filme. Na mensagem, enviada às 21h, chamou o pagamento de “o mais importante disparado” e pediu que o atraso não se repetisse. Ao ser perguntado se o valor deveria ser somado para o dia seguinte, respondeu: “Soma”.

O acordo com Flávio Bolsonaro foi feito em dólares e equivalia a R$ 131 milhões pela cotação da época. Pelo menos R$ 61 milhões haviam sido pagos. O senador, candidato à Presidência da República pelo PL, responde a um inquérito policial e afirma que o dinheiro é privado.

Contrato com o escritório

Em 15 de março de 2025, o empresário e ex-ministro das Comunicações Fábio Faria cobrou Vorcaro por atrasos nos pagamentos ao escritório de Viviane Barci de Moraes. Faria havia aproximado o banqueiro do ministro Alexandre de Moraes. Na mesma ocasião, Vorcaro acionou o funcionário Ângelo Silva e determinou a quitação imediata: “Manda pagar agora”.

O contrato com o escritório Barci de Moraes era de R$ 134 milhões, com duração de três anos. Pelo menos R$ 80 milhões foram pagos.

Em 14 de julho de 2025, ao discutir débitos de R$ 42 milhões com o funcionário Alberto Félix, Vorcaro autorizou o pagamento de R$ 15 milhões e pediu que o escritório fosse incluído na lista de pagamentos.

Alexandre de Moraes afirmou que nunca se encontrou com Vorcaro. Um julgamento no STF pode resultar na abertura de inquérito contra o ministro. A sessão está marcada para a próxima terça-feira (15/9).

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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