Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, disse que mantém as críticas a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de mensagens em que o senador aparece pedindo recursos a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A declaração foi dada em entrevista à rádio CBN Paraíba nesta quinta-feira (18). Zema afirmou que não pretende voltar atrás e reiterou sua avaliação sobre pessoas que se aproximaram do banqueiro. “O que eu tinha de dizer, eu já disse”, declarou.
O ex-governador também disse que essas pessoas devem ser analisadas com cautela: “quem se aproximou do banqueiro bandido tem de ser visto com reservas”.
Desgaste entre aliados
A relação entre Zema e Flávio Bolsonaro, que já teve proximidade no campo da direita e chegou a envolver especulações sobre alianças eleitorais, se desgastou depois da divulgação de áudios e mensagens sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro.
Na ocasião, Zema afirmou que ouvir Flávio pedir dinheiro a Vorcaro era imperdoável e criticou a aproximação com o banqueiro. Em 16 de maio, disse que havia sido duro por estar decepcionado, mas que tinha agido de acordo com seus princípios. Também afirmou: “Pra mim, agora é página virada”.
As declarações provocaram reações na família Bolsonaro. No último fim de semana, dia 15 de junho, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio, publicou nas redes sociais uma mensagem em que sugeriu um “rompimento geral” com o Novo.
O caso
Em 13 de maio, foram divulgados áudios e mensagens de texto nos quais Flávio trata Vorcaro como “irmão” e pede dinheiro para financiar “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).
Vorcaro teria pago R$ 61 milhões a Flávio. A Polícia Federal investiga se os valores foram usados para bancar Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Em 15 de maio, Flávio afirmou que não precisava se justificar e disse que o investimento havia sido privado. Vorcaro está preso em Brasília e é acusado de chefiar um esquema de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a Polícia Federal.







