Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
A cultura que acontece
Cultura

Camocim encerra circulação no DF com sessões gratuitas em Brasília

Espetáculo de Cristina e Tatiana Carvalhedo ocupa o Teatro Hugo Rodas nos dias 25 e 26 de setembro.

Camocim encerra circulação no DF com sessões gratuitas em Brasília

O espetáculo Camocim, criado e interpretado por Cristina Carvalhedo e Tatiana Carvalhedo, encerra sua circulação pelo Distrito Federal com apresentações no Teatro Hugo Rodas, no Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul. As sessões acontecem em 25 de setembro e 26 de setembro, sempre às 20h. A entrada é gratuita, mediante a entrega de 1kg de alimento.

A montagem parte das experiências das artistas, que são mãe e filha, para aproximar lembranças, histórias familiares, silêncios e ausências. A dramaturgia autoral combina esses elementos à fabulação e amplia a relação entre as duas para tratar de memória, ancestralidade e das narrativas que atravessam gerações.

Para Tatiana Carvalhedo, levar a relação familiar para o palco também aprofundou uma parceria que já existia fora dele. “Criar juntas, porém, é conversar também com as frestas, com os incômodos, com aquilo que nem sempre é dito”, afirma.

Cristina Carvalhedo conta que a criação não nasceu apenas da história das duas. As trajetórias de outras mulheres também serviram de inspiração, especialmente as experiências de quem veio antes e a relação dessas mulheres com sua terra e sua origem.

A direção artística e musical de Fernanda Jacob conduz a passagem entre realidade e ficção. A encenação trabalha com humor, emoção, pequenos acontecimentos e atmosferas, sem reconstruir literalmente o passado. Gestos, recordações e situações cotidianas ganham espaço para refletir sobre o que permanece ao longo do tempo e sobre os sentidos que a memória pode adquirir quando é compartilhada.

A circulação passou pelo Gama, por Taguatinga e por Planaltina, encontrando públicos de diferentes regiões do Distrito Federal. O projeto também realizou sessões para estudantes da rede pública, além de mediações culturais, oficinas, recursos de acessibilidade e outras ações formativas.

Para Tatiana, cada encontro modifica a percepção sobre a obra e reforça a importância de preservar histórias de pessoas que não tiveram espaço de fala ou foram esquecidas. “O espetáculo se completa de maneiras muito diferentes em cada pessoa que o encontra”, diz.

No Teatro Hugo Rodas, a montagem mantém no centro a parceria entre mãe e filha e a ligação com as gerações que as antecederam. A peça transforma essa convivência em uma experiência sobre pertencimento, escuta e memória.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5