PARIS — Céline Dion volta aos palcos depois de mais de seis anos afastada por questões de saúde. Aos 58 anos, a cantora canadense fará no sábado (12) a primeira de 16 apresentações na Plenitude Arena, nos arredores de Paris. Outras dez datas estão previstas para maio.
A artista interrompeu a última turnê, iniciada em 2019, primeiro por causa da pandemia e depois pelos problemas de saúde. Desde 2022, ela convive com a síndrome da pessoa rígida, condição neurológica incurável que provoca rigidez muscular e espasmos dolorosos. Por causa da doença, o retorno, inicialmente agendado para 2025, foi adiado diversas vezes.
Em março, ao anunciar os shows em Paris nas redes sociais, Dion afirmou: “Estou muito bem, minha saúde... me sinto bem, me sinto forte, canto bastante, até danço um pouco”. A cantora também surpreendeu o público na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, em julho de 2024, quando interpretou “Hymne à l'amour”, de Édith Piaf, da Torre Eiffel.
Com cinco vitórias no Grammy e quase 260 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo, Céline Dion construiu uma carreira marcada por grandes sucessos e por momentos pessoais difíceis. Em 2016, morreu René Angélil, seu mentor, marido e pai de seus três filhos. Ele havia descoberto a cantora em Charlemagne, cidade natal dela perto de Montreal, no Canadá francófono.
Nascida em 1968, Dion era a caçula de uma família modesta de 14 filhos. Aos 12 anos, teve uma fita cassete enviada pela mãe, conhecida como “Mama Dion”, ao agente artístico. Para financiar o primeiro álbum da cantora, Angélil hipotecou a própria casa.
A relação entre os dois se tornou pública e provocou repercussão nos tabloides. Eles se casaram em 1994, em uma cerimônia na Basílica de Notre-Dame, em Montreal, transmitida ao vivo pela televisão.
Três anos depois, Dion alcançou o maior sucesso da carreira com “My Heart Will Go On”, da trilha sonora de “Titanic”, filme de James Cameron. Na França, país com o qual mantém um vínculo especial, ela foi apresentada ao público em 1983, em um programa de televisão.
Em 1995, a cantora gravou com Jean-Jacques Goldman o álbum “D'eux”, que inclui “Pour que tu m'aimes encore”. Com aproximadamente 10 milhões de cópias vendidas, o disco é o álbum em francês mais vendido no mundo. Em um documentário lançado em 2025, Dion disse acreditar que o trabalho continuará sendo tocado e cantado quando ela partir.








