Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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“O Deus da Carnificina” expõe limites da civilidade em Brasília

Montagem dirigida por Rodrigo Portella reúne dois casais em um confronto sobre comportamento, desigualdade e violência escondida.

“O Deus da Carnificina” expõe limites da civilidade em Brasília

Uma tentativa de resolver de forma civilizada uma briga entre crianças se transforma em um confronto entre adultos em “O Deus da Carnificina”, tragicomédia da autora francesa Yasmina Reza. A montagem chega ao Teatro UNIP nos dias 12 e 13 de setembro, com direção de Rodrigo Portella e elenco formado por Angelo Paes Leme, Bianca Byington, Thelmo Fernandes e Anna Sophia Folch, atriz e idealizadora do projeto.

A peça acompanha dois casais que se reúnem para conversar sobre a educação dos filhos. Conforme o encontro avança, a compostura inicial dá lugar a atitudes agressivas, revelando tensões escondidas nas relações sociais e o conflito entre as convenções de comportamento e os impulsos que elas tentam conter.

Para Portella, a encenação acompanha o desmonte gradual da aparência de civilidade. “É como se os pactos e convenções sociais estivessem sempre por um fio diante da nossa força primitiva, caótica e violenta”, afirma o diretor.

Um recorte sobre a elite

Escrita nos anos 2000, a obra também ganhou projeção com a adaptação cinematográfica dirigida por Roman Polanski, com Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz e John C. Reilly. Na montagem brasileira, o diretor escolheu destacar como a crise de comportamento está relacionada a uma determinada camada socioeconômica.

“Essa peça coloca uma lente de aumento sobre uma classe burguesa, sobre a elite brasileira”, afirma Portella. A proposta, segundo ele, evita tratar os conflitos apresentados como uma representação da humanidade em geral. Desigualdade e polarização presentes no mundo contemporâneo fazem parte desse recorte.

O trabalho dos atores conduz a transformação dos personagens, que deixam escapar a intolerância e a violência escondidas sob atitudes socialmente aceitáveis. Para Anna Sophia Folch, a história também dialoga com a dificuldade de estabelecer conversas e com a tendência de cada pessoa defender sua própria versão dos acontecimentos.

A direção de produção é de Felipe Valle. O espetáculo será apresentado no sábado, às 18h e às 20h, e no domingo, às 17h e às 19h30. O Teatro UNIP fica no SGAS 913. Não será permitida a entrada após o início da apresentação.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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