O cantor americano Lionel Richie, de 77 anos, foi internado em agosto deste ano para realizar um procedimento relacionado ao diagnóstico de fibrilação atrial. A condição altera o ritmo dos batimentos cardíacos e é o tipo mais comum de arritmia cardíaca.
A fibrilação atrial atinge de 2% a 4% da população mundial, segundo informações do Hospital Nove de Julho. Em pessoas com maior risco, como idosos, o quadro pode provocar complicações graves, entre elas acidente vascular cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame, e insuficiência cardíaca.
Como a alteração afeta o coração
De acordo com informações da Rede D’Or, o problema envolve os átrios, que são as câmaras superiores do coração. Eles recebem o sangue que chega pelas veias e o direcionam aos ventrículos, responsáveis por enviá-lo novamente ao organismo.
Na fibrilação atrial, os átrios deixam de se contrair em ritmo regular. Parte do sangue pode não circular corretamente, ficar estagnada e favorecer a formação de coágulos. Se essas estruturas alcançarem a corrente sanguínea, podem bloquear uma artéria. Quando a obstrução ocorre no cérebro, caracteriza o derrame.
A doença é mais frequente acima de 65 anos. Também estão entre os fatores de risco a hipertensão arterial, o histórico de infarto, o hipertireoidismo, doenças preexistentes das válvulas do coração, diabetes, obesidade e o consumo excessivo de álcool.
O baixo nível de oxigênio no sangue também pode levar à fibrilação atrial. A altitude é apontada como um dos fatores que reduzem a quantidade de oxigênio na corrente sanguínea, porque o ar fica menos denso em locais mais elevados devido à redução da pressão atmosférica.
Sinais de alerta
Os principais sinais incluem palpitações, dor no peito, cansaço, tontura, visão turva e suor em excesso. As palpitações podem dar a sensação de batimentos irregulares. Já o cansaço pode dificultar atividades que antes faziam parte da rotina. A tontura pode aparecer ao se levantar, enquanto a visão turva pode ocorrer por alguns instantes, associada a esse sintoma. Crises de sudorese também podem acompanhar arritmias.








