Ouro Preto, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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José Patrício reúne botões, quebra-cabeças e matemática em nova mostra no Recife

Com curadoria de Diego Matos, exposição na Galeria Amparo 60 apresenta obras inéditas e uma série nova do artista.

José Patrício reúne botões, quebra-cabeças e matemática em nova mostra no Recife

A relação entre ordem, movimento e acaso conduz a nova exposição de José Patrício no Recife. “A Dança Matemática das Cores” apresenta pelo menos doze obras inéditas, produzidas nos últimos cinco anos, na Galeria Amparo 60. Com curadoria de Diego Matos, a mostra fica em cartaz de 9 de outubro até 28 de novembro.

Patrício explica que parte dos trabalhos é construída a partir de estruturas fixas, como um grid, que permite criar configurações abstrato-geométricas diferentes. “Várias obras apresentam um viés cinético”, afirma o artista, que relaciona sua produção à ocupação dos espaços.

Sequências, cores e materiais

Metade das obras foi feita com botões e integra as séries “Espirais Cromáticas” e “Progressões Cinéticas”, já conhecidas do público. A exposição também marca a apresentação de “Interações Espaciais”, série nova do artista.

O conjunto inclui ainda peças únicas produzidas com quebra-cabeças. Elas reúnem “Espirais tonais”, “Circuitos tonais”, “Formas em sequência numérica tonal” e “Conjuntos em progressão tonal”. Os trabalhos são organizados em dois núcleos: um dedicado a jogos sequenciais e à racionalidade do movimento, com escalas que vão do branco ao preto, passando pelo cinza; outro associado a uma organização mais caótica, com referências à movimentação de formigas, à disposição das estrelas no espaço e à teoria do caos.

Segundo Diego Matos, a matemática presente nos trabalhos não elimina a dimensão lúdica. Para o curador, a dança pode carregar raciocínio e planejamento, enquanto a matemática, mesmo mantendo sua solidez, também pode ser fluida em suas possibilidades.

A operação sequencial feita por Patrício com dominós, botões e peças de quebra-cabeça cria combinações que tendem ao infinito, por meio de movimentos espirais e progressões crescentes ou decrescentes. O artista afirma que essas construções envolvem diferentes graus de rigidez e intervenções relacionadas à ordem e ao acaso.

Pernambuco como ponto de partida

Matos identifica na obra uma preocupação territorial, política e simbólica com Pernambuco, lugar de onde Patrício vem. O artista também coleciona objetos e artefatos da artesania pernambucana, incluindo materiais descartados ou que não foram pensados originalmente como arte, transformados por ele em linguagem plástica.

A última exposição individual de Patrício ocorreu em 2017, quando apresentou “Precisão” no Museu do Estado (Mepe). A mostra atual pode ser visitada de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 15h. A Galeria Amparo 60 fica na Rua Professor Eduardo Wanderley, no 3º andar da Dona Santa.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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