Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Leticia Colin defende mocinha com raiva, desejo e espaço para errar

Atriz conta que uma mensagem de Glória Pires fortaleceu seu estilo e fala sobre feminismo, nudez e liberdade sexual na ficção.

Leticia Colin acredita que a mocinha de 2026 não pode repetir o comportamento das protagonistas de décadas passadas. Na novela Quem ama cuida, ela interpreta Adriana, uma mulher que sente raiva, se posiciona, erra e ainda busca o que considera bom para si e para os outros.

Em entrevista ao videocast Conversa vai, conversa vem, exibido nos canais da Globo no YouTube e no Spotify, a atriz contou que recebeu uma mensagem de Glória Pires quando interpretava Vanessa em Todas as flores. A veterana escreveu: “Gosto muito do seu estilo”.

Colin disse que ficou surpresa com o reconhecimento. Para ela, a mensagem ajudou a legitimar uma maneira própria de atuar e a confiar mais na intuição, mesmo quando suas escolhas podem desagradar ou parecer equivocadas. Sobre Adriana, afirmou: “Eu prefiro o exagero à mesmice”.

Uma protagonista em transformação

Ao falar sobre a trajetória das mocinhas interpretadas por Regina Duarte e Glória Pires, Colin demonstrou gratidão e respeito pelas atrizes que acompanhou desde a infância. Para ela, a protagonista contemporânea precisa refletir discussões sobre feminismo, transformação social, liberdade, sexualidade e justiça.

A atriz disse que Adriana pode “pisar na bola”, mas não abre mão de desejar uma vida melhor. A personagem, segundo Colin, representa uma mocinha que se reinventa sem perder a humanidade.

Na série Jogada de risco, disponível no Globoplay, Colin vive Rita, uma ex-prostituta de luxo. A personagem, diferente de Adriana, foi construída com a intenção de não ser reduzida à sua história ou ao próprio corpo. A atriz defendeu que a ficção trate sexo, desejo e prazer feminino com maturidade, sem culpa ou moralismo.

Corpo, nudez e imaginário

Colin também comentou a presença de corpos masculinos na série e a nudez, que, segundo ela, aparece com menos frequência do que a feminina. A direção é assinada por Bruno Safadi.

Para a atriz, as imagens produzidas pela ficção ajudam a reconstruir o imaginário sobre o desejo e o corpo. Ela criticou a ideia de que cenas sexuais precisem reproduzir a performance associada à pornografia e defendeu representações em que as pessoas possam viver suas fantasias sem precisar atuar para os outros.

Ao falar sobre a nudez, Colin comparou a exposição de um seio à de uma lágrima. Em sua visão, as duas situações exigem o mesmo cuidado na construção dramatúrgica e na entrega ao público. A atriz afirmou que essa forma de trabalho amplia sua liberdade em cena.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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