SÃO PAULO — O Museu do Holocausto e a Federação Israelita afirmaram que O Diário de Anne Frank registra a experiência de uma jovem perseguida pelos nazistas durante o Holocausto. A manifestação ocorreu no Instagram, após a repercussão de um comentário feito na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
Durante o evento, uma frequentadora respondeu a uma TikToker que perguntava quais tinham sido o melhor e o pior livro lido na Bienal. Ao escolher O Diário de Anne Frank como o pior, ela disse considerar a obra “vitimista”.
A fala recebeu críticas de leitores, historiadores e criadores de conteúdo. As reações apontaram falta de conhecimento sobre o contexto histórico do diário e de empatia diante do relato.
Em suas publicações, as duas instituições destacaram que narrar uma experiência de sofrimento não significa transformar a vítima em uma identidade. O livro reúne o registro escrito por Anne Frank enquanto ela era perseguida pelos nazistas durante o Holocausto.








