Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Trema aposta em talentos pernambucanos e coproduções internacionais

Produtora criada por Gabriel Mascaro e Paula Cosenza terá sede no Recife e já participa de “100 Dias”, de Carlos Saldanha.

Trema aposta em talentos pernambucanos e coproduções internacionais

A Trema chega ao audiovisual com planos que vão além dos filmes de Gabriel Mascaro. Criada pelo cineasta pernambucano e pela produtora paulista Paula Cosenza, a empresa pretende abrir espaço para novos talentos, levar profissionais de Pernambuco a projetos internacionais e desenvolver coproduções de filmes e séries.

A produtora funciona no bairro da Várzea, no Recife, e nasce durante um período de projeção internacional do cinema pernambucano, impulsionado por “O Último Azul” e “O Agente Secreto”. Para os sócios, o momento favorece a continuidade desse movimento.

Um novo longa no horizonte

Mascaro prepara uma produção posterior a “O Último Azul”, vencedor do Urso de Prata no Festival de Cinema de Berlim em 2025. O diretor ainda não revelou a trama, mas contou que tem se aproximado da literatura brasileira, que pode orientar o novo longa.

A trajetória dele inclui “Boi Neon” (2015) e “Divino Amor” (2019), trabalhos que também alcançaram festivais e cerimônias de prestígio internacional.

Cosenza chega à sociedade com experiência em produção e distribuição. Ela esteve à frente de “Casa de Antiguidades”, selecionado para Cannes e San Sebastián, e de “Ausência”, apresentado na Berlinale. Também colaborou com Netflix, Disney e Warner/HBO.

Vozes e ofícios de Pernambuco

Entre os objetivos da Trema está fortalecer talentos de diferentes áreas técnicas, como som, direção de arte, roteiro, montagem e fotografia. A empresa também quer ampliar a participação de profissionais pernambucanos em produções feitas fora do país.

“O nosso desejo é escutar e possibilitar que várias vozes possam surgir para contar diversas histórias”, afirmou Paula Cosenza. Mascaro resumiu a proposta: “Internacionalizar talentos também é nossa vocação.”

O nome da produtora faz referência ao sinal gráfico formado por dois pontos, usado sobre uma vogal para indicar independência fonética e retirado da língua portuguesa pelo acordo ortográfico. Para Cosenza, o trema “te obriga a olhar para as coisas de uma maneira diferente”.

A empresa já participa de “100 Dias”, longa de Carlos Saldanha inspirado em “Cem Dias entre o Céu e o Mar”, de Amyr Klink. O filme acompanha o percurso do navegador brasileiro, primeiro a atravessar o Atlântico Sul a remo. A estreia está marcada para 29 de outubro, e a produção está entre os seis pré-selecionados para representar o Brasil no Oscar 2027.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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