SÃO PAULO — O hiato do Angra não foi planejado para retirar Fabio Lione da banda, afirmou o baixista Felipe Andreoli. Segundo ele, a pausa tinha, entre os objetivos, abrir espaço para conversas internas e tentar encontrar uma forma de continuar com o vocalista italiano.
A declaração foi dada em entrevista ao jornalista Igor Miranda, com participação do guitarrista Marcelo Barbosa. A conversa aconteceu antes dos shows especiais do grupo no Tokio Marine Hall, em São Paulo.
Uma pausa menor que o previsto
O período longe dos palcos durou cerca de sete meses, menos do que a banda havia imaginado. Barbosa explicou que o grupo mantinha uma rotina contínua de turnês, composição e gravações desde sua entrada, em 2015.
A retomada foi antecipada pelo convite para o Angra ser headliner do Bangers Open Air, com músicos associados à era “Rebirth”. O guitarrista negou que a interrupção tenha sido criada para aumentar as vendas e disse que os planos mudaram por causa da oportunidade no festival.
Andreoli afirmou que o silêncio durante a pausa contribuiu para o surgimento de especulações. Havia uma cláusula de confidencialidade relacionada ao evento, e os integrantes não podiam comentar publicamente todos os detalhes. “A intenção do hiato era muito genuína, de um descanso, de um tempo para reorganizações”, disse.
O baixista contou que uma das preocupações era a relação interna do Angra, que já não estava boa, especialmente com Lione. A intenção, segundo ele, era conversar e tentar chegar a um acordo para seguir com o vocalista. Depois, a oportunidade no Bangers Open Air e a entrada de Alírio Netto mudaram os rumos do grupo e deram novo impulso à banda.
A passagem de Lione
Andreoli também destacou a importância do período com o cantor. Lione havia chegado ao Angra como convidado de um show no cruzeiro 70000 Tons of Metal, por sugestão do organizador. Naquele momento, a banda chegou a planejar com a MTV um reality show para escolher um vocalista, mas o projeto não avançou.
O baixista citou “Cycles of Pain” como um trabalho em que a relação entre os integrantes e a parceria de composição amadureceram. Também afirmou que o grupo tem gratidão pelo tempo de Lione na banda.
Atualmente, Alírio Netto ocupa o posto de vocalista. Amigo dos integrantes há cerca de 30 anos, ele era um nome que Andreoli afirma que teria escolhido 13 anos atrás.
A turnê pelos 30 anos de “Holy Land” chega nesta sexta-feira (2) ao Tokio Marine Hall, com participação de Luis Mariutti, baixista que gravou o disco. No sábado (3), Edu Falaschi participa da celebração de “Rebirth”. Ricardo Confessori foi convidado, mas preferiu não participar. A agenda termina em 25 de outubro, em um festival no Japão com Falaschi e Kiko Loureiro.







