Ouro Preto, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Barbosa explica por que ‘Holy Land’ demorou a ser aceito no Brasil

Guitarrista recordou comentário de Andre Matos sobre a recepção do álbum do Angra e analisou suas influências nordestinas.

A recepção de Holy Land no Brasil foi o centro da lembrança de Marcelo Barbosa sobre Andre Matos. Durante um workshop realizado há 15 ou 20 anos, o guitarrista contou ao vocalista que era obcecado pelo álbum do Angra. A resposta veio em tom de brincadeira: “No Brasil, só você”.

A conversa foi relembrada por Barbosa em entrevista ao jornalista Igor Miranda, gravada antes do show que celebra os 30 anos do disco, no Tokio Marine Hall, em São Paulo. Na ocasião do encontro, Barbosa ainda não fazia parte do Angra; sua entrada na banda aconteceria apenas em 2015. Ele havia conhecido o álbum quando era estudante de música e descreveu a primeira audição como uma experiência mágica.

Um disco fora do padrão

Na avaliação do guitarrista, a demora para o álbum ser compreendido no país tem relação com as escolhas musicais da banda. Barbosa comparou o Angra ao Sepultura, que também incorporou elementos brasileiros, mas destacou que Holy Land levou ao heavy metal harmonias da música nordestina e o modalismo, baseado no uso de escalas diferentes das maiores e menores.

O músico disse que, ao revisitar o repertório, ainda percebe construções harmônicas singulares, inclusive em momentos de piano executados por Alírio Netto. Para ele, a combinação era especialmente incomum dentro do heavy metal.

A recepção na França, por outro lado, teria sido imediata. Barbosa associou esse resultado ao interesse histórico do público francês por novidades, renovação e propostas diferentes. “Na França foi unanimidade”, afirmou, ao relembrar a comparação feita por Andre Matos.

Felipe Andreoli também participou da entrevista e disse que, aos 16 anos, fazia parte do público que rejeitou o disco antes mesmo de ouvi-lo. Na época, segundo o baixista, a presença de percussão era relacionada ao axé e ao pagode, e o trabalho chegou a ser chamado de “axé metal”. Anos depois, com mais referências musicais, ele afirmou ter entendido melhor o álbum.

A programação comemorativa em São Paulo inclui Luis Mariutti, baixista que gravou Holy Land, e Alírio Netto nos vocais. No sábado (3), Edu Falaschi participa da celebração de Rebirth. Barbosa também observou que muitos fãs do Angra são músicos ou estudantes de guitarra.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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