Brian May deixou de lado, por enquanto, o planejamento de um possível show do Queen em formato imersivo. O guitarrista afirmou que a proposta exigiria uso massivo de inteligência artificial (IA), algo que passou a considerar problemático diante dos impactos atribuídos à tecnologia.
A ideia vinha sendo estudada a partir de experiências como “ABBA Voyage” e a apresentação do Eagles no The Sphere, em Las Vegas. May contou que passou bastante tempo imaginando como seria levar o Queen a esse formato, mas decidiu interromper o plano. Para ele, a utilização de IA poderia significar apropriação do trabalho de outras pessoas.
O músico também disse não ter uma posição definitiva sobre o uso do repertório do próprio Queen. Embora esse material pertença ao grupo, a iniciativa ainda poderia ampliar as tensões provocadas pela inteligência artificial. May afirmou que gostaria de criar um espaço permanente em que o público tivesse a sensação de ver a banda tocando ao vivo no auge da carreira, mas não sabe se o projeto será retomado.
Mudança de posição
Em entrevista à Absolute Radio, o guitarrista declarou que antes via o avanço da IA como algo inevitável, comparável à Revolução Industrial. Agora, avalia que é preciso limitar o alcance dos sistemas e agir rapidamente para manter o controle humano sobre a tecnologia.
May também criticou a expansão de data centers. Na avaliação dele, essas estruturas ameaçam áreas rurais, comunidades e o meio ambiente. Ele pediu a Andy Burnham que estabeleça uma moratória para os empreendimentos no Reino Unido e afirmou que os efeitos já atingem comunidades nos Estados Unidos.
O projeto Queen + Adam Lambert não faz shows desde fevereiro de 2024, quando esteve no Japão. Em agosto do mesmo ano, Brian May sofreu um AVC que afetou temporariamente os movimentos do braço esquerdo. Depois da recuperação, voltou a tocar em estúdio e participou da trilha de “Mestres do Universo”, além de colaborar com Tony Iommi, do Black Sabbath, e William Shatner.







