Brian May vê em “Bohemian Rhapsody” uma síntese do que o Queen foi e também do que desejava se tornar. Ao comentar a faixa, o guitarrista destacou a combinação de diferentes facetas do grupo e a disposição de experimentar, sempre acreditando na possibilidade de inovar.
A música pertence ao auge criativo do Queen nos anos 1970 e aparece ao lado de outras duas escolhas de May: “I Want It All” e “Made in Heaven”. Juntas, elas atravessam momentos distintos da trajetória da banda, da expansão artística à fase madura e ao período posterior à morte de Freddie Mercury.
Sonhos e ambição
Lançada em 1989, “I Want It All” representa um tema recorrente nas letras do grupo: pessoas comuns em busca do que desejam. May explicou que “A música era sobre estender a mão e agarrar o que você quer da vida”.
O músico também associou parte importante do repertório do Queen a “pessoas normais, com sonhos normais e frustrações normais”. A faixa, portanto, aparece entre as que ele considera capazes de concentrar uma dimensão central da identidade da banda: a ambição de alcançar algo mais.
A grandiosidade de “Made in Heaven”
A terceira escolha é “Made in Heaven”, que ganhou sua forma definitiva no álbum póstumo lançado em 1995. May definiu a canção como “quintessencialmente Queen” e ressaltou a dimensão grandiosa da composição.
“É uma das maiores que já fizemos”, afirmou o guitarrista. Ele também lembrou que, de maneira curiosa, a faixa nunca foi lançada como single.
As três seleções não se limitam aos maiores sucessos do grupo. Para May, elas reúnem elementos como ambição, emoção e grandiosidade, além de registrarem diferentes etapas da história do Queen.







