A identidade do Queen foi construída a partir da combinação entre peso, melodia e diferentes referências musicais, de acordo com Brian May. Ao lembrar a formação da banda, o músico destacou que essa camada mais pesada deveria servir às canções, e não ocupar o lugar delas.
May associou essa busca a sons que, em seus respectivos períodos, pareciam modernos, perigosos e cheios de energia. Buddy Holly e os Shadows apareceram como exemplos de artistas que talvez não sejam classificados como pesados hoje, mas que tinham impacto e força quando surgiram. No caso dos Shadows, ele também mencionou o caráter instrumental da música.
As referências para o peso
Ao falar dos primeiros passos do Queen, Brian May citou o álbum “Truth”, de Jeff Beck, o primeiro disco do Led Zeppelin e o primeiro trabalho do Black Sabbath como pontos de partida para aquela sonoridade. A intenção, segundo ele, era levar para a banda uma dimensão que soava nova.
Essa influência, porém, não seria suficiente sozinha. May afirmou que o grupo queria construir o peso sobre melodia, harmonia e canções capazes de comover, contar histórias e provocar sentimentos inéditos. O rock pesado, assim, integrava uma proposta mais ampla do Queen, que também reunia blues, jazz, música clássica, ópera, pop, gospel e rock progressivo. Nos primeiros álbuns, essa combinação ajudou a destacar uma das facetas da banda.







