O visual loiro associado ao The Police surgiu de uma necessidade imediata: os músicos precisavam de dinheiro. Em fevereiro de 1978, Sting, Stewart Copeland e Andy Summers aceitaram participar de um comercial de chiclete da Wrigley's, com uma exigência feita para as gravações: descolorir os cabelos para parecer uma banda punk.
A ideia não partiu de uma estratégia duradoura de imagem. O grupo ainda buscava uma identidade em meio à expansão do punk e da new wave e enfrentava dificuldades financeiras. Sting resumiu que o trabalho ajudou a pagar o aluguel por algumas semanas, além de render algumas risadas.
Copeland relembrou a situação em uma conversa com o escritor Tim Ferris: “Já sei, vamos descolorir o cabelo deles.” Depois da mudança, os músicos aprovaram o resultado e mantiveram o cabelo claro. O que começou como uma condição para um anúncio passou a aparecer em fotos, capas e apresentações do trio.
Um anúncio que desapareceu
A direção do comercial ficou com Tony Scott, que anos depois seria conhecido por filmes como Top Gun. A peça, porém, foi engavetada e nunca chegou a ser exibida. A gravação também aparentemente não sobreviveu, deixando o anúncio como uma mídia perdida da trajetória do grupo.
Enquanto o visual se consolidava, o The Police começava a registrar Outlandos d'Amour, seu álbum de estreia. As sessões aconteceram de forma econômica no Surrey Sound Studios. Pouco depois, “Roxanne” chamou a atenção de Miles Copeland, irmão de Stewart, que passou a empresariar a banda e ajudou o trio a conseguir um contrato com a A&M.
O reconhecimento não veio de imediato no Reino Unido, onde “Roxanne” enfrentou resistência de parte da imprensa britânica. Nos Estados Unidos, a combinação de reggae, rock e energia punk começou a alcançar público, e o The Police cresceu até se tornar um dos grandes nomes do período. A aparência loira, criada para um comercial que nunca foi ao ar, permaneceu como uma das marcas da banda em sua fase inicial.







