Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
A cultura que acontece
Música

Como os Kinks ajudaram a formar o ouvido punk de Iggy Pop

A lembrança de Iggy Pop sobre “You Really Got Me” mostra como a guitarra dos Kinks mudou sua ideia sobre o rock.

A lembrança de uma música ouvida no rádio ajudou Iggy Pop a imaginar que o rock poderia escapar dos padrões que conhecia. Ainda adolescente, quando era Jim Osterberg, ele acompanhava as paradas americanas e aguardava a chegada de “You Really Got Me”, gravação dos Kinks lançada em 1964.

Na série documental PUNK, Iggy descreveu o impacto provocado pelo riff áspero e distorcido. A faixa, dizia ele, parecia pertencer a outro mundo — algo próximo da vida industrial e distante tanto do blues quanto das referências associadas à família e à música de Perry Como. “Você era perigoso. Virava um pequeno monstro”, afirmou.

Antes dos Kinks

A formação musical de Iggy também passava por Link Wray. O guitarrista havia causado uma impressão decisiva com “Rumble”, instrumental de 1958. Em lembranças recuperadas pelo Rock and Roll Hall of Fame, Iggy contou que aquela audição foi tão intensa que ele “deixou a escola emocionalmente”.

“You Really Got Me”, porém, apresentou outra possibilidade. O som dos Kinks combinava um riff direto, agressivo e físico, oferecendo uma alternativa ao rock mais comportado que chegava às rádios americanas. A música alcançou o primeiro lugar no Reino Unido e o sétimo nos Estados Unidos.

Do impacto ao palco

A experiência ganhou forma alguns anos depois, quando Iggy formou os Stooges em Detroit. Em 1969, a banda lançou seu primeiro álbum, levando ao palco barulho, provocação e agressividade. Essa trajetória ajudaria a preparar o terreno para o punk da década seguinte.

Ao chamar a transformação de “monstro”, Iggy não descrevia apenas o entusiasmo por uma canção. A faixa dos Kinks indicou ao adolescente que ouvia rádio escondido à noite que o rock podia soar mais sujo, ameaçador e livre do que aquilo que ele conhecia.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5