Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Carach Angren transforma a obsessão pela imortalidade em horror no álbum de 2020

Inspirado na figura de Johann Konrad Dippel, o disco mistura ciência, alquimia, necromancia e pacto demoníaco.

Carach Angren transforma a obsessão pela imortalidade em horror no álbum de 2020
Foto: Reprodução

A busca pela imortalidade conduz Franckensteina Strataemontanus, sexto álbum do Carach Angren, lançado em 2020. Em vez de recontar diretamente a história de Mary Shelley, a banda constrói uma narrativa ficcional a partir de Johann Konrad Dippel, figura alemã associada ao Castelo Frankenstein, perto de Darmstadt.

Dippel (1673–1734) foi teólogo, médico, alquimista e estudioso. Uma teoria sem comprovação histórica afirma que ele pode ter inspirado Victor Frankenstein. O grupo investigou essa possibilidade e a incorporou ao conceito do disco, sem a intenção de produzir uma biografia histórica.

Um personagem entre sonho e pesquisa

Antes de estudar Dippel, Ardek teve um pesadelo com um homem velho e de aparência sinistra dentro de uma casa ou castelo antigo. Durante a pesquisa, encontrou uma imagem do alemão e reconheceu no rosto dele uma semelhança com a figura vista no sonho.

A partir daí, o álbum imagina Dippel como alguém determinado a vencer a morte e criar ou restaurar a vida. Quando ciência, conhecimento e religião não bastam, ele avança em direção ao ocultismo, à necromancia e ao pacto demoníaco. Seregor explicou que, na versão do grupo, o personagem abandona a fé e recorre ao Diabo em busca da imortalidade.

O conflito central não está apenas em uma criatura ressuscitada. A ameaça também nasce do ser humano que acredita ser capaz de ultrapassar os limites da natureza. A banda resume essa ideia ao tratar o próprio disco como um “monstro” criado por ela.

Um laboratório sonoro

O nome Franckensteina Strataemontanus, usado por Dippel em trabalhos universitários, é explorado pelo Carach Angren como uma possível origem da palavra Frankenstein. O grupo combina fatos, lendas e ficção, além de inserir referências a figuras do imaginário alemão, como o Vampiro de Nuremberg.

Essa concepção aparece na música com elementos industriais, mecânicos e eletrônicos somados à orquestração e ao black metal teatral da banda. Teclados, ruídos mecânicos e atmosferas cinematográficas sugerem um laboratório em funcionamento. Na faixa-título, galvanismo, alquimia, ciência, feitiçaria, carne, ossos, necromancia e Mephistopheles integram a mesma narrativa.

O resultado é uma história sobre criação, morte e a tentativa de se aproximar do poder divino. No álbum, o preço dessa ambição aparece quando o conhecimento não entrega a imortalidade e a obsessão leva o personagem ao pacto demoníaco.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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