O Def Leppard abandonou a primeira versão de Hysteria e decidiu gravar o álbum novamente, desta vez sob a produção de Mutt Lange. A história foi relembrada pelo jornalista Sérgio Martins durante a live semanal do canal de Regis Tadeu, em uma conversa sobre trabalhos de produção que prejudicaram discos.
A gravação inicial havia sido conduzida por Jim Steinman, conhecido pelo trabalho com Meat Loaf. O resultado não convenceu a banda, que preferiu descartar o material e começar outra vez, em vez de tentar corrigir o que já estava pronto.
O desafio para Rick Allen
A mudança de rumo também afetou o baterista Rick Allen. Como ele já tocava em condições diferentes das originais, precisou se readaptar durante o novo processo de gravação. Sérgio Martins resumiu a dimensão da decisão: “Segundo a banda, ficou tão ruim, tão ruim, que eles resolveram gravar tudo de novo”.
Mutt Lange apareceu na transmissão como um produtor capaz de trabalhar com artistas de perfis distintos. Regis Tadeu citou a passagem do profissional pelo AC/DC e pelo Def Leppard, além de seu envolvimento com Shania Twain, para sustentar a avaliação feita durante a conversa.
“Esse é um grande produtor”, afirmou Regis Tadeu, ao associar Lange a resultados obtidos com artistas de portes e gêneros diferentes. Na avaliação apresentada na live, o caso de Hysteria mostrou como uma escolha de produção pode levar uma banda a abandonar uma gravação inteira e reconstruir o álbum.
A conversa também mencionou The Elder, do Kiss, associado ao trabalho de Bob Ezrin, além de ressalvas ao desempenho de Bob Rock em determinado período. A conclusão foi que nenhum produtor consegue salvar um material fraco, enquanto uma escolha inadequada pode comprometer um trabalho forte.







