A Paramount chegou a um acordo com estados americanos que tentavam impedir sua fusão com a Warner Bros. Discovery. O entendimento deve ser anunciado formalmente nesta segunda-feira (21), depois de advogados das partes trabalharem durante a noite nas condições do acordo.
A operação reúne ativos de cinema, televisão e streaming e criaria uma companhia de grande alcance em Hollywood. A Paramount, comandada por David Ellison, venceu em fevereiro uma disputa com a Netflix pelo controle de propriedades como Warner Bros. Pictures, CNN e o serviço HBO Max.
Ação contra a fusão
O governo dos Estados Unidos aprovou a transação em junho sem exigir alterações no modelo de negócios. Mesmo assim, 12 estados entraram com uma ação para bloqueá-la. A Califórnia liderou o processo, que também teve a participação de Arizona, Colorado, Connecticut, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Oregon e Washington. Todos são governados por democratas.
Na ação, os estados sustentam que a empresa resultante controlaria cerca de 27% da distribuição de filmes lançados nos cinemas e uma fatia semelhante do licenciamento de canais de televisão a cabo.
A Paramount ameaçou deixar a Califórnia se o procurador-geral do estado, Rob Bonta, não negociasse o encerramento do processo. Quatro estados — Massachusetts, Nova York, Connecticut e Minnesota — resistiram ao acordo, mas avaliaram que seguir sem a Califórnia não compensaria os custos da disputa.
Opositores da fusão na indústria cinematográfica dizem que a operação poderia eliminar empregos em Hollywood, que já enfrenta dificuldades, e diminuir a quantidade de filmes produzidos por ano. Grupos de comunicação também manifestaram preocupação com a independência da CNN.
A Paramount e os gabinetes dos procuradores-gerais da Califórnia e de Nova York ainda não haviam comentado o acordo. A família de David Ellison mantém vínculos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.








