A segunda saída de Ronnie James Dio do Black Sabbath aconteceu antes do fim da turnê de Dehumanizer, em 1992. Restavam dois shows quando o vocalista deixou a banda, que chamou Rob Halford, do Judas Priest, para completar as apresentações.
A explicação foi dada por Geezer Butler, baixista original do grupo, em entrevista ao Classic Rock History. Para o músico, o rompimento foi marcado por um conflito de egos e por uma possível apresentação da formação original do Sabbath com Ozzy Osbourne.
O convite de Ozzy
De acordo com Butler, Ozzy havia informado aos integrantes que planejava se aposentar. O cantor pediu que eles participassem de seu último show, com a ideia de reunir no bis a formação original do Black Sabbath.
A proposta incluía Ozzy, Tony Iommi, Bill Ward e Geezer Butler. Quando Dio soube do plano, recusou-se a participar e questionou a decisão de os músicos tocarem com Ozzy enquanto ele ocupava o posto de vocalista do grupo.
“Então, foi tudo uma questão de ego”, afirmou Butler.
O baixista disse ainda que Bill Ward concordou com a apresentação e que os demais integrantes também estavam a bordo. A reação de Dio, porém, fez a possibilidade de reunião desandar. Butler afirmou que o vocalista ficou tão incomodado que saiu antes do encerramento da turnê.
As duas passagens de Dio
Dio entrou no Black Sabbath em 1979, depois da saída de Ozzy, e gravou Heaven and Hell (1980) e Mob Rules (1981). Em 1982, deixou o grupo para montar a própria banda.
Na sequência, Ian Gillan, do Deep Purple, assumiu os vocais e participou de Born Again (1983). Depois dele, Glenn Hughes e Tony Martin também ocuparam a função.
Dio retornou ao Sabbath em 1991. Essa segunda passagem terminou no ano seguinte, durante a turnê de Dehumanizer (1992), álbum que tem seus vocais. Butler resumiu o episódio como uma nova ruptura provocada por um choque de egos.







