Geezer Butler afirmou que a ausência de Bill Ward alterou a identidade do Black Sabbath. O baterista participou do começo das gravações de “13”, mas deixou o projeto antes da conclusão do álbum, lançado em 2013.
Em entrevista, o baixista disse que a formação sem Ward causava estranheza, especialmente quando a banda dividia o palco com Ozzy Osbourne. “Nunca foi a mesma coisa sem o Bill quando se tratava do Sabbath”, afirmou Butler.
Ward estava envolvido no processo de composição e as primeiras sessões aconteciam em seu estúdio. Butler contou que viajou ao Havaí durante uma pausa e, ao retornar, descobriu que o baterista não fazia mais parte do grupo. O músico disse nunca ter recebido uma explicação concreta para a saída.
Convites para a despedida
Butler também relatou que Ward foi convidado para participar da turnê de despedida do Black Sabbath, encerrada em 2017. A banda chegou a sugerir que ele tocasse apenas algumas músicas por noite, sem se esforçar além do que pudesse.
O baterista recusou as propostas porque não aceitava dividir a turnê com outro músico. “Ou eu faço tudo, ou não faço nada”, teria dito Ward, conforme o relato de Butler.
O baixista afirmou que a banda tinha dúvidas sobre as condições de saúde de Ward e não podia assumir o risco de sair em turnê sem saber se ele passaria mal. Depois de contratar um baterista fixo, o grupo continuou convidando o integrante original, mas não conseguiu convencê-lo.
Para Butler, a decisão estava ligada ao orgulho de Ward, embora ele tenha dito que restava respeitar a escolha do baterista.
O Black Sabbath foi formado em 1968 por Tony Iommi, Ozzy Osbourne, Geezer Butler e Bill Ward, em Birmingham. A formação original gravou músicas como “Paranoid”, “War Pigs”, “Iron Man” e “Children of the Grave”.
Em 5 de julho de 2025, os quatro integrantes se reuniram no evento “Back to the Beginning”, marcado como a despedida do grupo dos palcos. Dezessete dias depois, Ozzy Osbourne morreu.







