A bateria de Eloy Casagrande é o centro da transformação que Regis Tadeu identifica no Slipknot. Ao comentar “Arsenal” em um vídeo publicado no YouTube, o jornalista afirmou que o músico elevou o nível rítmico da banda e interrompeu um período de repetição criativa.
Para Regis, a faixa se distancia da ideia de apenas acumular viradas velozes. O destaque está nas acentuações inesperadas, nas polirritmias e na precisão das métricas. “Essa música nova traz conduções de bateria absurdamente quebradas, repletas de acentuações fora dos padrões, fora dos clichês, com polirritmias e soluções rítmicas surpreendentes”, disse.
A análise também considera o efeito de Eloy sobre a identidade do grupo. O baterista, que toca ao vivo com o Slipknot desde 2024, combina velocidade, força e uma abordagem analógica, sem depender de triggers ou de outros recursos eletrônicos. Regis destacou ainda a precisão constante e a capacidade de preencher os espaços com ghost notes, mantendo as partes originais das canções.
Comparações e impacto no palco
Joey Jordison foi descrito pelo jornalista como um músico genial e criativo, responsável por uma mudança decisiva no som nu metal do Slipknot. Jay Weinberg, filho de Max Weinberg, recebeu o reconhecimento pela técnica, pelo peso e pela maneira como sustentou a banda.
Na avaliação de Regis, Eloy reúne características dos dois antecessores. Nos shows, essa combinação teria devolvido intensidade a músicas como “People = Shit” e “Disasterpiece”. O crítico também mencionou elogios da Modern Drummer e do site Drummerworld à atuação do baterista.
O videoclipe de “Arsenal”, dirigido por M. Shawn Crahan, o Clown, integrante do Slipknot, foi considerado irretocável por Regis. Para ele, o vídeo acompanha a tensão e a atmosfera claustrofóbica associadas à nova bateria.
Ao projetar os próximos passos do grupo, o jornalista disse que, caso “Arsenal” represente o que estará em um álbum completo, o Slipknot encontrou em Eloy uma força capaz de renovar o peso de sua música.







