A discussão sobre o Rush levou Regis Tadeu a defender que Roger Waters não precisa conhecer ou apreciar a banda canadense. Em vídeo publicado em seu canal, o crítico afirmou que a reação dos fãs foi desproporcional à declaração do músico britânico.
Waters falou sobre o assunto ao podcast Due Dissidence. Disse não ter nada especificamente contra o Rush, mas também não se importar com o trabalho do grupo. O músico reconheceu a reputação técnica de seus integrantes e admitiu que provavelmente já ouviu canções da banda sem prestar atenção, sem que isso despertasse seu interesse.
Para Regis, a cobrança ultrapassa a discussão sobre preferência e tenta impor a um artista uma espécie de obrigação moral. “Exigir que um artista com o porte, a história e a bagagem do Roger Waters tenha a obrigação moral de conhecer e, pior, de gostar de quem quer que seja é uma estupidez”, afirmou.
O crítico também disse que a postura de Waters não é novidade. Segundo Regis, o ex-Pink Floyd demonstra pouco interesse por grande parte do rock e costuma concentrar sua atenção em poucos artistas. Bob Dylan e Neil Young foram citados como nomes pelos quais Waters teria grande admiração.
Na avaliação de Regis, a opinião de Waters não altera a relevância dos integrantes do Rush: Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart. Ele também separou a personalidade do músico de sua trajetória artística e afirmou que uma não apaga a outra.
Ao resumir seu posicionamento, o crítico disse que Roger Waters tem “o sagrado direito de não ouvir quem quer que seja”. Regis encerrou o vídeo pedindo que os fãs deixem de esperar que seus ídolos tenham gostos iguais aos deles. Para ele, músicos reconhecidos podem simplesmente não se interessar pelo trabalho de outros artistas igualmente importantes.







