Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Ricardo Palmeira conta como Renato Russo mudou sua forma de tocar em estúdio

Violonista recorda gravações de “Equilíbrio Distante” e a brincadeira que transformou sua participação no disco de 1995.

Ricardo Palmeira conta como Renato Russo mudou sua forma de tocar em estúdio
Foto: Reprodução - Duetos

Ricardo Palmeira recordou a participação em Equilíbrio Distante, álbum solo lançado por Renato Russo em 1995, e revelou que uma observação do cantor alterou sua maneira de tocar durante a sessão. O violonista, que acompanhou Cazuza por um bom tempo, contou a história em uma publicação no Instagram.

O convite para a gravação partiu de Carlos Trilha, amigo de Palmeira e integrante, na época, da banda de Leo Jaime ao lado do músico. As músicas foram registradas em uma única noite, no estúdio Discover, com o violão folk. Antes de começarem, Renato perguntou se Palmeira tinha família italiana, associando o sobrenome do violonista a Palmieri, e pediu que ele afinasse seu alaúde.

Na faixa “La Vita è Adesso”, Palmeira tentou criar uma levada no violão. Renato, descrito pelo músico como um expert na linguagem folk, não aprovou a abordagem e brincou: “Ele não sabe fazer chacundum!”. A frase provocou risos no estúdio, e o violonista respondeu com um dedilhado, solução que agradou ao cantor.

A segunda gravação foi “Dolcissima Maria”, conhecida na versão da banda italiana Premiata Forneria Marconi. Palmeira fez um solo na parte instrumental do final, também aprovado por Renato Russo.

O repertório italiano de Equilíbrio Distante surpreendeu pessoas próximas ao cantor. No livro Discobiografia Legionária, Chris Fuscaldo registra o depoimento de Gilda Mattoso, assessora de imprensa que viajou com Renato à Itália durante a preparação do projeto. Ao ouvi-lo mencionar Laura Pausini, ela comparou a situação a Caetano Veloso dizendo que queria gravar músicas de Wanessa Camargo.

Na mesma viagem, Renato procurou registros de casamento dos avós para obter a cidadania italiana. Em Milão, Fiora Corradetti e o produtor Piero Fabrizi apresentaram canções ao cantor, que buscava material pop para o álbum.

Mais tarde, Carlos Trilha voltou a convidar Palmeira para projetos relacionados a Renato, incluindo um tributo no Metropolitan, hoje Qualistage, e um programa de rádio com Jerry Adriani. O violonista escreveu que, depois de tocar com Cazuza, também passou a integrar um capítulo da trajetória de Renato Russo e do BRock 80.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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