Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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“Forever Changes” atravessou o fracasso comercial e virou referência em Los Angeles

Álbum do Love, lançado em 1967, foi admirado por Robert Plant e pelo The Doors apesar do desempenho modesto nos Estados Unidos.

O Love não conquistou o mercado americano com “Forever Changes”, mas o álbum acabou ganhando uma permanência que seus números iniciais não indicavam. Lançado em 1967, o disco hoje aparece entre as obras mais reverenciadas da cena musical de Los Angeles, com Robert Plant incluindo-o entre seus favoritos.

A admiração também alcançava o The Doors antes mesmo da chegada do álbum. Arthur Lee insistiu para que Jac Holzman, então chefe da Elektra Records, assistisse ao Love. A aproximação ajudou Holzman a conhecer a banda de Jim Morrison, que via no grupo um parâmetro para o futuro do The Doors.

Ray Manzarek recordava o impacto provocado pelo Love entre os músicos da cidade. “Love era uma das coisas mais quentes que eu já tinha visto”, afirmou. Ele também dizia que a banda de Lee era a mais influente de Los Angeles naquele período e que todos esperavam uma consagração nacional.

Uma reputação construída com o tempo

A projeção esperada não veio nos Estados Unidos. “Forever Changes” alcançou o 154º lugar da parada americana, enquanto “Alone Again Or”, faixa mais conhecida do disco, ficou fora do Hot 100. No Reino Unido, o álbum teve desempenho melhor e chegou ao 24º lugar.

O reconhecimento artístico, porém, seguiu outro caminho. Violões, cordas, metais e psicodelia se combinam às letras inquietas de Arthur Lee. O músico contou depois que gravou o trabalho acreditando que não havia mais esperança no mundo e que poderia morrer, como se estivesse registrando suas últimas palavras.

Em artigo publicado pelo LA Weekly, Jeff Weiss classificou “Forever Changes” como possivelmente o maior álbum já feito em Los Angeles. A avaliação ajuda a dimensionar como a obra passou a ser vista com o tempo: um disco que vendeu pouco nos Estados Unidos em 1967, mas cuja reputação continuou crescendo e ultrapassou o resultado comercial de seu lançamento.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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