O Jethro Tull usou um consolo identificado como “intruso anal” em uma pegadinha recorrente durante os shows da turnê de Under Wraps, em 1984. O objeto era pendurado por uma linha de pesca e baixado sobre o baterista Doane Perry durante seus solos.
A história foi relembrada por Ian Anderson, vocalista e líder da banda, em entrevista à revista Prog. Segundo ele, o artefato foi comprado por Dave Pegg, então baixista do Jethro Tull, em uma sex shop do Dr. Müller no aeroporto de Frankfurt. Pegg teria levado o objeto ao grupo por brincadeira, depois de encontrá-lo em uma embalagem com a etiqueta “INTRUSO ANAL”.
A banda passou a repetir a cena nos espetáculos. Perry jogava o consolo fora sempre que ele aparecia, mas os colegas o recuperavam para levar a pegadinha ao show seguinte. O uso do objeto não tinha relação com a finalidade para a qual ele havia sido criado.
O artefato deixou de ser usado na turnê seguinte, mas Anderson afirmou que ele não desapareceu. “ainda existe”, disse o músico. De acordo com o relato, o baterista Scott Hammond encontrou o intruso anal dentro de um antigo case de bateria e há uma foto do momento.
A lembrança foi associada aos chamados momentos “Spinal Tap”, expressão usada para situações cômicas e surreais vividas por bandas. O termo remete ao filme Isto É Spinal Tap, dirigido por Rob Reiner e lançado em 1984. A produção apresenta uma banda fictícia de rock como paródia dos astros do gênero.
Ozzy Osbourne e Lemmy Kilmister estavam entre os roqueiros que gostaram do filme e diziam que ele retratava situações vividas por bandas na estrada e nos bastidores. Desde então, “momento Spinal Tap” passou a fazer parte do glossário do rock n roll.







