Ian Anderson afirmou que aceitaria tocar com o Metallica sem cobrar cachê. O líder do Jethro Tull disse que encara colaborações no hard rock, no metal e no thrash metal como uma oportunidade de testar a flauta em arranjos dominados por guitarras pesadas.
A declaração foi dada em uma entrevista de 2014. Anderson explicou que, se recebesse um contato do Metallica para participar de uma faixa, responderia que sim, mas não viajaria para atravessar o Atlântico e gravar em estúdio com a banda.
O plano seria simples: receber uma mixagem preliminar da música, junto de uma orientação geral sobre o trecho desejado, e fazer a gravação sozinho. “Digam onde querem que eu toque, deem uma descrição vaga do que estão procurando e me deixem solto”, afirmou. Depois, o grupo poderia aproveitar o material ou apagá-lo, caso não gostasse do resultado.
Anderson também disse que nunca cobrou cachê nem royalties por participações em trabalhos de outros artistas. A escolha, segundo ele, depende apenas da vontade de colaborar, sem compromisso comercial, independentemente de o convite vir de uma banda conhecida ou de um músico desconhecido.
A possibilidade de uma parceria ainda se relaciona a um episódio envolvendo as duas bandas. Em 1989, o álbum “Crest of a Knave”, do Jethro Tull, venceu o Grammy de Melhor Performance de Hard Rock/Metal, superando “...And Justice for All”, do Metallica. A decisão provocou vaias e se tornou uma das piadas mais lembradas da história da premiação, embora Anderson tenha tratado o caso com bom humor.
Com o passar das décadas, Anderson também elogiou o Metallica. Se James Hetfield e os demais integrantes decidirem incluir flauta em uma música, a banda já sabe que o convite teria um voluntário — e nenhum custo.








