A experiência de dividir uma turnê com Dusty Springfield em 1965 ficou entre as lembranças mais marcantes da trajetória de Ian Gillan. Na época, ele cantava no Episode Six, anos antes de entrar para o Deep Purple, enquanto Dusty já era uma das principais estrelas britânicas.
Décadas depois, ao responder a fãs em seu site oficial, Gillan apontou a cantora como a maior voz feminina do rock que já tinha ouvido. “Dusty Springfield provavelmente foi a maior cantora de rock que já ouvi”, afirmou.
Uma escolha além dos gêneros
Dusty é frequentemente associada ao pop e ao soul, repertórios que incluem “I Only Want to Be with You”, “You Don't Have to Say You Love Me” e “Son of a Preacher Man”. Para Gillan, porém, a força da artista não cabia apenas nessas classificações. A avaliação estava ligada ao impacto que ela provocava nas apresentações.
O vocalista também explicou que a opinião vinha de uma convivência direta. “Eu fiz uma turnê com Dusty em 1965 e, acredite... ela arrasava!”, disse aos fãs.
A passagem pelo circuito profissional ainda revelou a Gillan uma rotina diferente daquela que conhecia. Ele contou que ficou impressionado com o profissionalismo da operação e com os hábitos de Dusty no camarim: parte das tardes era dedicada a escrever respostas para fãs e autografar fotografias.
Entre as referências masculinas citadas por Gillan aparecem Paul Rodgers, Robert Plant, Cliff Bennett, Little Richard e John Lennon. Na lista de mulheres, estão Suzi Quatro, Chrissie Hynde, Brenda Lee e Janis Joplin. Mesmo ao lado desses nomes, Dusty recebeu a descrição mais forte.
A lembrança antecede o período em que Gillan se tornaria conhecido por sua própria atuação vocal, incluindo a gravação de “Child in Time”. Para ele, a cantora que conheceu naquela turnê permaneceu como uma referência difícil de superar.







