“The Unforgiven III” ocupa um lugar especial para James Hetfield. O vocalista do Metallica afirmou que a música ainda o emociona sempre que a escuta, embora a faixa tenha recebido críticas de parte dos fãs quando foi lançada, em 2008, durante o período de “Death Magnetic”.
“Essa música é inacreditável. Ela me emociona toda vez que a escuto”, disse Hetfield. Na época, alguns ouvintes classificaram a composição como “brega” ou “fofa”, enquanto outros questionaram o arranjo e a proposta. Para o músico, porém, essas reações não diminuíram a força da canção.
Piano, orquestra e uma atmosfera melancólica
A composição começou com Hetfield ao piano. A intenção era criar uma introdução triste, com uma atmosfera próxima à música de Ennio Morricone. Depois, Rick Rubin chamou um arranjador, e a participação de uma orquestra mudou a dimensão da faixa. “Acho que isso acrescentou uma dimensão enorme à música”, afirmou o vocalista.
Terceira parte da série iniciada no “Black Album”, “The Unforgiven III” se distancia das duas anteriores. Em vez de repetir a abertura marcada por trompas, a música começa com piano e orquestração. A trilogia também está associada a temas como perdão, culpa e ressentimento, segundo explicações dadas por Hetfield em outras entrevistas.
A faixa ganhou outro momento particular nos palcos durante o S&M2. Hetfield a apresentou sozinho com a Orquestra Sinfônica de San Francisco, sem guitarra e sem os demais integrantes do Metallica tocando ao lado. O formato o deixou nervoso, apesar de sua experiência de décadas diante de grandes plateias.
A canção não está entre as mais executadas ou mais óbvias do repertório do Metallica. Ainda assim, para Hetfield, conserva uma força própria: a capacidade de despertar emoção sempre que começa a tocar.








