Um álbum do Iron Maiden chegou às lojas sem passar por masterização depois de uma decisão tomada pelo produtor Kevin Shirley para testar Steve Harris. O episódio foi contado por Regis Tadeu durante uma live semanal sobre o trabalho de produtores na música.
A história veio à tona após um espectador questionar a atuação de Shirley nos discos mais recentes da banda e sugerir que Harris, baixista do grupo, seria o verdadeiro produtor. Regis discordou e citou A Matter of Life and Death como exemplo do trabalho do profissional.
De acordo com o apresentador, Harris não aprovava nenhuma das versões masterizadas. Shirley teria então enviado a fita sem esse tratamento, como uma provocação, para verificar se o baixista perceberia a diferença. A aprovação veio imediatamente, sem ressalvas. “Então vamos sem masterizar”, teria concluído Harris, conforme a reconstituição apresentada na transmissão.
Regis também afirmou que Harris é quem dá a palavra final no Iron Maiden, embora tenha elogiado a atuação de Shirley nos discos da banda. Em tom de brincadeira, ele descreveu a dificuldade que um produtor teria para sugerir mudanças na forma de tocar do baixista, mesmo quando o som apresentasse problemas.
A transmissão ainda discutiu o que caracteriza um bom produtor. O guitarrista Fábio Cristianini defendeu que esse profissional deve buscar a melhor performance possível dentro do que o artista pretende fazer, sem impor uma visão própria ao trabalho. Para ele, a função é ajudar o músico ou a banda a chegar à melhor versão de sua proposta.






