O Iron Maiden nunca considerou encerrar as atividades, apesar das dificuldades enfrentadas nos anos 1990. A afirmação é de Steve Harris, baixista e fundador da banda britânica, que relembrou o período em entrevista à Metal Hammer.
Formado em 1975, o grupo chega a meio século de trajetória com 17 discos de estúdio e milhares de apresentações ao vivo. Harris permanece à frente do Iron Maiden desde o início e, ao lado do guitarrista Dave Murray, participou de todos os álbuns lançados pela banda. Além de principal compositor, ele também atua como co-produtor e participa das decisões criativas e estratégicas do grupo.
Os anos 1990
A década foi marcada por uma fase de menor popularidade, especialmente depois que Blaze Bayley substituiu Bruce Dickinson nos vocais. Na avaliação de Harris, havia naquele momento a sensação de que qualquer manifestação ligada ao heavy metal enfrentava resistência.
“Foi uma época muito estranha”, disse o baixista ao recordar aquele cenário. Ele afirmou que o Iron Maiden continuou funcionando, assim como outras bandas de metal, enquanto circulava a ideia de que o gênero não duraria por muito tempo.
A saída de Dickinson, segundo Harris, foi difícil, mas não o levou a considerar o fim da banda. O músico contou que ficou irritado por pouco tempo antes de decidir seguir em frente: “Nunca cogitamos parar”.
Para o baixista, uma carreira longa inclui momentos positivos e negativos. Ele comparou essa dinâmica à trajetória de uma revista como a Metal Hammer e disse que é preciso atravessar as fases difíceis.
A turnê que marca os 50 anos do Iron Maiden começou em 2025 e tem passagem pelo Brasil prevista para o final de outubro.







