Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Jason Bonham levou ao Led Zeppelin a memória que nenhum substituto teria

John Paul Jones explicou por que o filho de John Bonham foi escolhido para o show de reunião na O2 Arena.

Jason Bonham levou ao Led Zeppelin a memória que nenhum substituto teria
Foto: Rhino - Atlantic Records

A escolha de Jason Bonham para o reencontro do Led Zeppelin levou em conta algo que ia além da habilidade técnica: o conhecimento íntimo das músicas e da história da banda. John Paul Jones afirmou que o filho de John Bonham era a primeira opção para o show realizado na O2 Arena, no ano anterior à entrevista concedida em 2008.

Dave Grohl chegou a parecer um candidato natural. Fã declarado do Led Zeppelin, ele já era próximo de Jones e havia tocado com o baixista em “In Your Honor”, álbum do Foo Fighters lançado em 2005. Ainda assim, a preferência de Jones estava definida.

“Jason foi nossa primeira escolha. É divertido tê-lo por perto”, disse o baixista. Ele explicou que, nos anos 80, o grupo evitava convidar Jason para seu universo porque considerava importante que o baterista construísse a própria carreira. Décadas depois, esse cuidado já não impedia a aproximação.

O repertório por dentro

Jason não conhecia apenas as músicas. Segundo Jones, ele também identificava diferenças entre versões tocadas em turnês distintas. “Vocês querem tocar essa como na versão que fizeram em 1975?”, lembrava o baixista, reproduzindo o tipo de observação feita por Jason.

A morte de John Bonham, em 1980, tornou a substituição do baterista um dos principais obstáculos para qualquer tentativa de retorno do Led Zeppelin. A banda voltou aos palcos algumas vezes, mas a vaga nunca foi tratada como uma simples busca por um músico de alto nível.

A escolha não representava rejeição a Grohl. Jones continuou trabalhando com ele e, no ano seguinte, os dois formaram o Them Crooked Vultures ao lado de Josh Homme. Grohl também dividiu o palco com Jones e Jimmy Page em um show do Foo Fighters em Wembley, em 2008.

Para o Led Zeppelin, porém, Jason oferecia uma familiaridade específica: conhecia a maneira de tocar de seu pai, dominava o repertório e carregava uma ligação direta com a trajetória do grupo. Na avaliação de Jones, esse conjunto pesava mais do que a presença de outro baterista extraordinário.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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