NOVA YORK — O Iron Butterfly entrou no Ultrasonic Studios para ajustar o equipamento e acabou registrando a versão de “In-A-Gadda-Da-Vida” que marcaria a carreira da banda. A ideia inicial não era fazer a gravação definitiva: o engenheiro Don Casale pediu aos músicos que tocassem alguma coisa enquanto regulava os níveis dos microfones.
Ron Bushy contou que o grupo decidiu executar a música inteira. Depois, os músicos foram chamados à sala de controle para ouvir o resultado. “Fizemos a música toda sem parar”, relembrou o baterista.
A performance durou pouco mais de 17 minutos e manteve a estrutura de uma jam, com passagens instrumentais extensas e o solo de bateria de Bushy. O registro se tornou uma das músicas mais reconhecíveis do rock psicodélico e ajudou o Iron Butterfly a alcançar um fenômeno comercial no fim dos anos 1960.
Uma faixa longa no rádio
A duração da gravação causou resistência entre executivos da Atlantic Records, que questionaram a promoção de uma música capaz de ocupar praticamente um lado inteiro do LP. Ainda assim, o álbum ficou 81 semanas entre os dez mais vendidos dos Estados Unidos e, durante um período, foi o disco de maior sucesso da história da gravadora.
Para o rádio, “In-A-Gadda-Da-Vida” recebeu uma edição de cerca de três minutos, que ajudou a música a chegar ao Top 40 americano. A versão completa continuou presente nas rádios underground, mesmo com seus 17 minutos de duração.
Os números atribuídos às vendas do álbum variam. Doug Ingle afirmou que a contagem que havia recebido estava próxima de 32 milhões. Outras referências mencionam cerca de 30 milhões de cópias vendidas no mundo.
Assim, uma sessão iniciada para regular microfones produziu a gravação mais associada ao Iron Butterfly. O resultado preservou justamente o caráter espontâneo da execução feita no estúdio.







