A voz de Bruce Dickinson foi decisiva para Jeff Scott Soto encontrar uma referência no metal. Em entrevista ao Classic Rock History, o cantor contou que tentou reproduzir características do vocalista quando assumiu os microfones da banda de Yngwie Malmsteen.
Soto disse que ainda não tinha confiança como cantor de metal ao conseguir o trabalho nas duas músicas do primeiro álbum solo de Malmsteen, “Rising Force”. Naquele período, também buscou inspiração em Ronnie James Dio. “Na minha cabeça, eu soava muito parecido com eles; ouvindo agora, não soava nada parecido”, afirmou, com risos.
O impacto de “The Number of the Beast”
A aproximação de Soto com o Iron Maiden aconteceu depois que ele ouviu “The Number of the Beast”, lançado em 1982. Até então, o cantor não prestava muita atenção à banda britânica. A faixa-título, especialmente a entrada com som de sirene de ataque aéreo, mudou essa percepção.
“Esse álbum teve um impacto enorme em mim porque, até então, eu ainda não era muito ligado ao metal”, declarou Soto. Ele relatou que seu irmão ouvia “Killers”, de 1981, mas a voz do disco não o conquistou. Por isso, deixou a banda de lado naquele momento.
Terceiro disco de estúdio do Iron Maiden, “The Number of the Beast” marcou a estreia de Dickinson no grupo, substituindo Paul Di’Anno. O álbum também reúne músicas como “Hallowed Be Thy Name”, “The Trooper”, “2 Minutes to Midnight”, “Wasted Years” e “Fear of the Dark”.
Soto integrou a banda de Malmsteen nos anos 1980 e, depois, participou de projetos como Journey, Talisman, Sons of Apollo e Trans-Siberian Orchestra. A influência de Dickinson, porém, ficou associada ao período em que o cantor desenvolveu sua atuação no metal.







