Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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John Paul Jones explica por que Paul McCartney é o baixista perfeito

Para o músico do Led Zeppelin, McCartney se destaca por colocar cada nota no lugar e no momento certos.

John Paul Jones explica por que Paul McCartney é o baixista perfeito
Foto: Rhino - Atlantic Records - Michael Ochs

John Paul Jones considera Paul McCartney um baixista perfeito por sua capacidade de tocar apenas o necessário, sempre com precisão. A avaliação apareceu em uma entrevista concedida em 1970 ao jornalista Ritchie Yorke, da NME.

Na conversa, Jones também citou Ray Brown e Charles Mingus entre os baixistas que admirava e destacou a influência da Motown sobre o rock. Para ele, as frases criadas pelos músicos do selo continuavam presentes no trabalho de praticamente todos os baixistas do gênero.

Ao ser perguntado sobre Jack Bruce, do Cream, Jones disse que o músico era muito bom, embora não gostasse tanto de seu som. A resposta mudou quando o assunto passou a ser McCartney.

"Acho que ele é perfeito. Ele sempre foi bom. Tudo o que fez sempre esteve certo", afirmou Jones. O integrante do Led Zeppelin também ressaltou que McCartney havia evoluído desde os primeiros tempos dos Beatles e que suas linhas de baixo eram bonitas.

A nota certa no momento certo

A admiração não ficou restrita à entrevista de 1970. Em 1977, ao falar com o jornalista Steven Rosen, Jones voltou a mencionar McCartney ao explicar que não apreciava tanto o estilo de baixistas que tentam assumir o papel de solista.

"Ele coloca as notas certas no lugar certo, na hora certa. Ele sabe o que está fazendo", disse Jones.

A conexão entre os dois músicos também apareceu na Rockestra, projeto ligado ao álbum Back to the Egg, do Wings. No final da década de 1970, McCartney reuniu nomes como David Gilmour e Pete Townshend, e John Paul Jones participou da formação ao lado de John Bonham, seu parceiro de seção rítmica no Led Zeppelin.

McCartney começou a tocar baixo nos Beatles depois da saída de Stuart Sutcliffe. O instrumento, que ele não pretendia assumir inicialmente, acabou se tornando uma das marcas de seu trabalho. Para Jones, a força do baixista estava menos em tocar mais do que os outros e mais em saber quanto tocar e onde colocar cada nota.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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