Kirk Hammett considera que uma banda não deve construir uma discografia baseada em um único caminho. Em entrevista a Rick Beato, o guitarrista do Metallica afirmou que “Lulu” e “St. Anger” são trabalhos “necessários” justamente por provocarem reações diferentes entre os ouvintes.
Os dois álbuns costumam ser associados a momentos de ruptura na trajetória do grupo. “St. Anger” (2003) marcou a aproximação do Metallica com o nu metal, enquanto “Lulu” (2011) nasceu da parceria com Lou Reed. Para Hammett, a presença de obras que dividem opiniões cria contraste entre os lançamentos e evita a repetição de uma mesma fórmula.
O músico disse que uma sequência sem desvios pode perder o interesse do público. Na avaliação dele, parte dos fãs também espera ser desafiada por sua banda favorita, em vez de receber sempre variações do mesmo trabalho.
A referência ao Yes
Hammett citou o Yes para explicar como mudanças de direção podem afetar sua relação com uma banda. Ele afirmou gostar especialmente dos três ou quatro primeiros álbuns do grupo, mas disse ter apreciado a guinada posterior para outra proposta. A mudança, segundo o guitarrista, fez com que ele escutasse os discos com dedicação ainda maior.
A discussão sobre os diferentes momentos do Metallica também envolve “Black Album” (1991), apontado como o trabalho mais popular da banda, e os quatro álbuns anteriores, frequentemente escolhidos por fãs como favoritos. Entre esses períodos está “...And Justice For All” (1988), citado por Hammett ao comentar os desafios que uma banda pode apresentar ao público.








