Kurt Cobain foi creditado como coprodutor de seis faixas de Houdini, álbum do Melvins lançado em 1993, mas acabou afastado das sessões por não estar em condições de trabalhar. O vocalista do Nirvana vivia, naquele período, problemas pessoais e fazia uso pesado de heroína.
Antes da parceria, Cobain já era fã declarado do Melvins. Ele acompanhou ensaios e shows da banda, manteve proximidade com Buzz Osborne e contou com Dale Crover, baterista do grupo, em gravações do começo do Nirvana.
A colaboração ganhou forma quando Cobain já era famoso. A participação parecia reunir uma de suas maiores influências ao grupo que ele admirava, mas sua presença nas gravações foi limitada. Osborne relatou que decidiu interromper o trabalho e chegou a conversar pessoalmente com Danny Goldberg, empresário do Nirvana, para explicar a situação.
Versões sobre o fim da parceria
De acordo com Osborne, Goldberg teria apresentado outra explicação para o afastamento. O empresário teria dito que Cobain deixou o projeto porque o Melvins queria que ele ajudasse a compor músicas para a banda. “Ele chegou a dizer coisas como 'Kurt saiu porque nós queríamos que ele escrevesse músicas para a gente', o que é uma insanidade do caralho”, afirmou Osborne.
Em outro relato, o músico resumiu a decisão: “Nós demitimos ele porque ele estava doidão demais para produzir o disco”.
Mesmo com o encerramento da parceria, Cobain participou de Houdini como guitarrista em “Sky Pup” e percussionista em “Spread Eagle Beagle”. O álbum se tornou um dos trabalhos mais conhecidos do Melvins e registrou uma colaboração que não avançou como planejado.







