A Crypta decidiu não incluir músicas da Nervosa em seus shows para construir uma identidade própria desde o início, explicou a baterista Luana Dametto em entrevista ao Heavy Talk. A escolha também ajudou a separar a imagem da nova banda da trajetória que ela e Fernanda Lira haviam construído no grupo anterior.
Luana e Fernanda deixaram a Nervosa em 2020 e formaram a Crypta pouco depois. A Nervosa continuou em atividade sob o comando da guitarrista e fundadora Prika Amaral, com uma nova formação.
A Crypta apresentou seu primeiro álbum, “Echoes of the Soul”, em 2021, pela Napalm Records. Depois, lançou “Shades of Sorrow”, em 2023. Na nova banda, Luana permaneceu na bateria, enquanto Fernanda assumiu novamente o baixo e os vocais — as mesmas funções exercidas pelas duas na Nervosa.
Uma proposta diferente
A questão apareceu durante uma comparação feita pelo apresentador Moita. Ele citou casos de artistas que tocaram músicas de seus grupos anteriores no começo de novas trajetórias: o Shaman com repertório do Angra, o Soulfly com canções do Sepultura e Tarja Turunen com músicas do Nightwish.
Ao explicar por que a Crypta não tomou caminho parecido, Luana disse que a decisão ocorreu de maneira natural e que a intenção era apresentar uma proposta musical diferente. “Era uma banda nova, logo, uma proposta diferente”, afirmou.
A baterista descreveu a sonoridade buscada pela Crypta como uma combinação de death metal com outros elementos, incluindo melodia e partes de black metal. Para ela, retomar canções da Nervosa não combinaria com o objetivo de apresentar algo novo.
Luana também avaliou que a escolha teve impacto na maneira como o público passou a identificar o grupo. Embora muitas pessoas conhecessem as integrantes por causa da Nervosa, ela afirmou que hoje a lembrança associada às duas é a Crypta. “Essa foi a ideia”, resumiu.







