Mick Jagger não exigia que todas as bandas reproduzissem sua maneira de dominar um palco. Ao comentar o Oasis, porém, apontou um limite: demonstrar irritação quando a plateia não reage como os músicos esperam.
A avaliação foi feita em 2010, durante entrevista ao programa Christian O'Connell Breakfast Show, da Absolute Radio. Jagger reconheceu que o grupo podia estabelecer uma relação com o público mesmo mantendo uma postura contida. “É isso que eles fazem, eles não se movem - isso não quer dizer que não se conectem”, afirmou.
A lembrança de Nova York
O cantor dos Rolling Stones recuperou uma situação ocorrida em um show do Oasis em Nova York. Na lembrança de Jagger, os integrantes entenderam que a resposta da plateia estava abaixo do esperado e deixaram a insatisfação transparecer durante a apresentação.
Ele disse que os músicos teriam reclamado do volume da reação do público e usado expressões ofensivas contra a cidade e os espectadores. Para Jagger, esse tipo de enfrentamento não deveria fazer parte da relação entre uma banda e quem está assistindo. “Isso não se faz em lugar nenhum, na verdade, especialmente em Nova York”, declarou.
A crítica contrastava com a identidade construída pelo Oasis. Liam Gallagher costumava cantar com as mãos para trás e sem adotar os movimentos associados a um vocalista de arena. Noel Gallagher também defendia a ideia de que as próprias músicas deveriam ocupar o centro da apresentação.
Jagger citou o Kings of Leon como exemplo de uma banda que, com a experiência em espaços maiores, aprendeu a se comunicar melhor com plateias numerosas. A observação não significava, portanto, que a imobilidade no palco impedisse uma conexão.
A relação do cantor com o Oasis já tinha outro capítulo. Em 1997, ele criticou o álbum “Be Here Now” por considerar que o disco era impossível de dançar. Na história sobre Nova York, a ressalva se concentrava menos na postura física dos músicos e mais na decisão de confrontar o público.







