Dave Mustaine afirmou que o uso de inteligência artificial para criar música não é, por si só, o problema. Para o guitarrista, vocalista e líder do Megadeth, a questão muda quando alguém apresenta como própria uma obra gerada pela ferramenta, especialmente com objetivo comercial.
“Isso é um defeito de caráter”, disse Mustaine ao comentar o caso de pessoas que recorrem à IA, mas escondem essa informação e afirmam ter criado a música. Na avaliação dele, a mentira sobre a autoria não deve ser atribuída à tecnologia, e sim à conduta de quem tenta obter lucro dessa maneira.
Uma ferramenta antiga, em nova forma
Durante a entrevista, o músico também questionou a ideia de que a inteligência artificial seja uma novidade absoluta. Ele comparou os recursos atuais a órgãos de igrejas que podiam tocar uma música depois que alguém apertasse um botão.
“As pessoas acham que a IA é algo tão incrível e novinho em folha hoje”, afirmou. Para Mustaine, mecanismos capazes de reproduzir música já fazem parte da experiência humana há muito tempo.
O líder do Megadeth disse preferir compor suas próprias obras, mas reconheceu que outras pessoas podem recorrer à inteligência artificial quando não sabem fazer música por conta própria. Para ele, essa situação é diferente daquela em que a ferramenta é usada para gerar uma obra e o responsável mente sobre sua origem.
O álbum mais recente do Megadeth foi lançado em janeiro deste ano. Autointitulado, o disco foi anunciado como o último da banda.






