Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Iommi diz que o “feeling” era o segredo para tocar Black Sabbath

O guitarrista afirma que notas e andamento corretos não bastavam para reproduzir a identidade criada pela formação original.

Iommi diz que o “feeling” era o segredo para tocar Black Sabbath
Foto: Duffy Archives - Rhino Records

Tony Iommi aprendeu, ao longo das diferentes formações do Black Sabbath, que dominar as músicas não era suficiente para reproduzir o som da banda. Para ele, a dificuldade estava na maneira como os integrantes originais se conectavam durante a execução.

“Aprendi que, por melhor que você seja, isso não significa que consiga tocar o que nós tocávamos”, afirmou o guitarrista. Iommi contou que conviveu com baixistas e bateristas tecnicamente muito preparados, mas viu muitos deles falharem ao tentar recriar o que Geezer Butler e Bill Ward faziam juntos.

Em faixas como “War Pigs” e “Black Sabbath”, músicos chegavam aos ensaios conhecendo todo o repertório. As notas e o andamento podiam estar corretos, mas ainda assim o resultado soava diferente. “O feeling não estava lá”, resumiu Iommi.

A parceria que sustentava os riffs

Geezer Butler era considerado por Iommi uma peça insubstituível do som original. O baixista acompanhava o guitarrista quase intuitivamente e conseguia perceber o caminho de um riff antes mesmo de receber uma explicação.

Bill Ward contribuía de outro modo. Ligado a referências de blues e jazz, o baterista não se limitava a seguir a guitarra como em uma execução convencional de heavy metal. Seu balanço dava movimento aos riffs pesados e ajudava a formar a identidade do grupo.

Iommi, porém, não descreve os quatro integrantes como músicos brilhantes individualmente. “Nenhum de nós era um músico brilhante, mas como banda funcionava”, disse. A combinação entre eles tornou as canções mais difíceis de imitar do que sua aparente simplicidade sugere.

Por isso, tocar as notas certas, manter o andamento e usar equipamentos caros não garantia o mesmo resultado. Para Iommi, a parte decisiva estava na interação entre guitarra, baixo e bateria — um elemento que não aparece na partitura.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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