Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Nando Reis diz que Dostoiévski mudou sua relação com a bebida

O compositor contou que descobriu Crime e Castigo aos 15 anos e passou a ler obsessivamente o escritor russo.

A descoberta de Fiódor Dostoiévski na adolescência levou Nando Reis a desenvolver uma relação obsessiva com a obra do escritor russo e, segundo o próprio compositor, também a começar a beber vodca. O relato aparece em um vídeo no qual ele apresenta sua biblioteca e fala sobre as leituras que marcaram sua formação.

Aos 15 anos, Nando encontrou Crime e Castigo em uma banca de jornal, durante o intervalo entre os ônibus que pegava para ir à escola. O livro fazia parte de uma coleção de clássicos em capa dura lançada pela Editora Abril. O título chamou sua atenção antes mesmo de ele saber do que tratava a história. “Sempre tive intrigado por esse nome. Achava 'Crime e Castigo' um nome assim instigante”, disse.

Ele comprou o exemplar em um fim de semana e logo ficou doente, com uma gripe forte e febril. Mesmo assim, leu o romance inteiro em dois dias. A febre e a narrativa se misturaram à medida que avançava pela história, especialmente por causa de Raskólnikov, personagem que também passa por uma alucinação. “No meu estado febril, eu me misturei com Raskólnikov, que é o personagem que também tem uma alucinação. Eu simplesmente pirei”, afirmou.

A partir daí, Nando procurou tudo o que pudesse encontrar de Dostoiévski. Na casa do avô, havia a coleção completa do autor, que ele leu até o fim. Também passou a buscar outros escritores russos, mas descreveu a influência de Dostoiévski como especialmente profunda e associou essa fase ao início do consumo de vodca, que, segundo ele, trouxe um grande problema para sua vida.

A admiração pelo escritor continua. Nando cita O Idiota, Os Irmãos Karamázov e Memórias do Subterrâneo como obras-primas e considera Dostoiévski genial. Na biblioteca, mantém uma biografia do autor publicada pela Edusp, ainda não lida, com cerca de oito volumes e algo próximo de 5.000 páginas.

O compositor também se define como alguém compulsivo e colecionador nas leituras. Gosta de entrar na obra de um autor e seguir a produção em ordem cronológica, embora reconheça que o método pode fazê-lo travar em livros que considera menos bons. O vídeo foi gravado na casa onde mora há um ano e integra uma série de conversas sobre leitura.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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