Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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“Kashmir” mostrou a Jimmy Page a força singular do Led Zeppelin

A faixa nasceu de um riff repetido por Page e John Bonham e ganhou uma orquestração guiada por John Paul Jones.

“Kashmir” mostrou a Jimmy Page a força singular do Led Zeppelin
Foto: Atlantic Records

“Kashmir” surgiu de uma ambição que ia além de uma música pesada. Jimmy Page imaginava uma composição de escala quase cinematográfica, sustentada por um riff simples, uma bateria de grande impacto e uma sensação contínua de movimento.

A ideia começou a ganhar forma em Headley Grange, quando Page apresentou o riff a John Bonham. Os dois repetiram a sequência diversas vezes, explorando até onde aquela estrutura poderia chegar. O guitarrista percebeu rapidamente que havia encontrado algo diferente.

“A intensidade de 'Kashmir' era tal que, quando a concluímos, sabíamos que havia algo realmente hipnótico nela”, recordou Page. Segundo ele, a qualidade da música era difícil de descrever, mas já estava presente no momento em que a composição foi concluída.

A construção do arranjo também fazia parte dessa busca. Page não queria concentrar toda a força da faixa na guitarra e imaginava metais e cordas como extensões do riff. A ideia era ampliar o peso e as cores da composição sem enfraquecer a base criada com Bonham.

John Paul Jones ficou responsável pela orquestração, seguindo uma direção que Page já tinha em mente. Em entrevista posterior, o guitarrista afirmou que “Kashmir” estava entre as faixas em que o Led Zeppelin levou sua proposta de orquestração a um nível completo.

A letra de Robert Plant foi inspirada por viagens pelo Marrocos, e não pela região da Caxemira. O título funcionava como uma imagem de distância, deslocamento e busca. A música, por sua vez, procurava reproduzir a sensação de uma estrada sem fim.

Para Page, “Physical Graffiti” registrava o Led Zeppelin em seu ambiente natural. Ele citava “Kashmir”, “In the Light” e “Ten Years Gone” como exemplos do lado mais ambicioso daquela fase, ao lado de outras faixas marcadas pela espontaneidade das jams.

A reação inicial de Page permaneceu como síntese do impacto da música: antes de saber como o público receberia a faixa, ele já reconhecia que algo raro havia se encaixado.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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